Resenha: O Príncipe Cruel, da Holly Black

by - segunda-feira, fevereiro 25, 2019

O Príncipe Cruel é o primeiro livro da série O Povo do Ar, lançado pela Editora Galera Record em 2018. O livro, que no original se chama The Cruel Prince, é um jovem-adulto situado no universo fantástico das fadas. Holly Black já teve outros lançamentos por aqui, dentre eles Zumbis x Unicórnios (uma coletânea com vários autores), O Desafio de Ferro (série escrita em parceria com Cassandra Clare), A Menina Mais Fria de Coldtown (lançado pela Editora Novo Conceito), Gata Branca (publicado pela Editora Rocco), dentre outras histórias. Essa é a primeira vez que um livro da autora aparece aqui no blog.

Livro: O príncipe cruel
livro da série O Povo do Ar
Escrito por: Holly Black
Título original: The Cruel Prince
Tradução por Regiane Winarski
Editora Galera Record
322 páginas
Lançamento em 2018
ISBN: 978-85-01-11555-3
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Avaliação:  3/5 estrelas


SOBRE O LIVRO:

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

Vou continuar desafiando você. Vou envergonhar você com minha rebeldia. Você adora me lembrar de que sou uma mera mortal e de que você é o príncipe do Reino das Fadas. Bom, me permita lembrá-lo de que isso significa que você tem muito a perder, e eu não tenho nada. Você pode vencer no final, pode me enfeitiçar, me machucar e me humilhar, mas vou fazer questão de que você perca tudo o que eu puder tirar de você nesse ínterim. Eu prometo. 

MINHA OPINIÃO:

Eu tinha grandes expectativas para esse livro; principalmente por ter lido várias avaliações positivas, além de o mesmo ter sido escrito pela Holly Black - e eu ter certa curiosidade em ler algo da autora. Apesar de esse mundo das fadas ser algo quase novo pra mim, eu já havia me aventurado em algo parecido com a Sarah J. Maas, cuja resenha de Corte de Espinhos e Rosas você pode ler aqui no blog. Apesar de a minha intenção não ser comparar ambas as obras, é inevitável não me lembrar dela, pois foi uma experiência muito positiva na maior parte da leitura. Ainda assim, o livro, a capa e a sinopse da Holly, traziam um mistério novo que me instigava a ler. Conforme fui avançando na leitura, minha impressão positiva se confirmou... Até certo ponto. Infelizmente não consegui ser cativada - mais uma vez - por esse universo.

O mundo construído pela Holly Black, sem dúvidas, foi bem feito. Há muita descrição sobre o modo de viver das fadas, suas vestes e alimentação. Dá para notar o quanto a autora quis tornar tudo verossímel, descrevendo diversos aspectos com vivacidade e aguçando a mente do leitor para mergulhar nesse universo. Eu não sou fã de muitas descrições sobre alimentação e vestuário, porém entendi a escolha da autora em ambientar melhor o leitor. Em certos momentos, não me via interessada em saber esse tipo de coisa; em outros, encontrei dificuldades para entender a descrição das coisas e o que a autora estava tentando me contar.

Eu como uma não-leitura de livros sobre fadas e seres sobrenaturais, conheço o básico-do-básico e não sou familiarizada com grande parte dos seres que aparecem nessa história. O resultado disso foi que me vi perdida em diversas partes, tentando imaginar exatamente o que era cada um deles, e sentindo falta de uma pequena descrição que me situasse melhor. Acho que faltou um pouco da autora pensar nesse tipo de leitor - que não conhece muito ou nada desse universo - e investir não mais que um parágrafo para explicar melhor e tornar a experiência da leitura mais completa.

Desde o começo do livro, fiquei interessada na história justamente por mostrar um universo de fadas que realmente parecia cruel e aterrorizante, e era bem descrito como tal. Como Jude, nossa personagem principal, é uma humana inserida nesse cenário, o futuro da história soava promissor e por vezes me vi torcendo por ela. Entretanto, conforme a leitura foi avançando, a autora incluiu elementos que não condiziam com o que ela havia construído nas páginas anterior - em especial, um romance sem fundamento -, o que fez com que a leitura decaísse para mim.

No geral eu não tenho tantos problemas com romances, desde que façam sentido na história. Esse não faz; não com o que a autora me fez acreditar no príncipio de forma tão incisiva. Foi como se ela tivesse pensado nesse romance desde o começo, e colocou algumas situações crueis e controversas no começo apenas para causar impacto no leitor. Depois, ela resolveu revelar suas reais intenções e planos para os personagens, desconstruindo de uma forma abrupta tudo o que fora feito antes. Com o passar das páginas, acabei me enfadando pelo livro e não consegui me importar com o que vinha a seguir. Eu só queria terminar logo, e a cada página virada, eu conseguia sentir a familiaridade com outros livros do gênero que não trazem nada de diferente, e ficava entediada.

Acredito que O Príncipe Cruel é ideal para leitores que amaram Corte de Espinhos e Rosas - uma série que, por enquanto não pretendo ler, apesar de ter visto muitos comentários de que o segundo livro é muito melhor. Para mim esse livro não funcionou muito bem, e não consegui decidir se ainda vou dar uma chance para os próximos da série.

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2 comentários

  1. Olá, Daisy.
    Eu já vários livros da autora e amo os livros e a escrita dela. Acho que a escrita dela é bem diferente da escrita da Sarah Maas. É uma pena que sua experiencia com ela não foi tão boa. Eu tenho o livro aqui e assim que der vou ler ele.

    Prefácio

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  2. Lendo a resenha eu só consegui lembrar da experiência que tive ao ler A Rainha Vermelha, foi exatamente assim! Acho que esse mundo mais fantástico não é pra mim hahaha então já sei que, provavelmente, não curtiria O Príncipe Cruel também, mas adorei a resenha e o blog!

    Um beijão,
    GABS | likegabs.blogspot.com

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