Nuvem de Letras

sábado, janeiro 13, 2018

Um livro que não é ruim. Mas também não é dos melhores | A Rainha Vermelha de Victoria Aveyard

janeiro 13, 2018 7
Um livro que não é ruim. Mas também não é dos melhores | A Rainha Vermelha de Victoria Aveyard
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.



Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

MINHA OPINIÃO:

Estava doida para comentar com vocês o que achei de "A Rainha Vermelha" da Victoria Aveyard! O livro faz parte da série "A Rainha Vermelha" e por aqui foi lançado pela editora Seguinte. Antes de tudo, quero deixar claro que essa é a minha opinião sobre a leitura que fiz. Minha avaliação da leitura foi nota 2 de 5 que pra mim é: foi uma leitura OK. Não foi terrível, mas não foi a melhor.

Acho que o principal ponto aqui é que o livro é previsível. Demais. Desde o começo, já dá pra saber de forma clara o papel de cada um na história: quem é o bonzinho, quem é o mal, quem vai trair quem, as intenções dos personagens... Tanto é que o plot twist não funcionou para mim, pois eu já imaginava aquilo desde o comecinho do livro. Ou seja, era para ser surpreendente, mas passou longe disso.

Nesse livro, a autora usou de diversas fórmulas que eu, como leitora, já vi em outros livros. Isso não é problema nenhum, quero deixar claro, pois eu leria um clichê bem escrito tranquilamente. A questão do cliché é que, desde que o autor consiga manejar bem as palavras, cativar/convencer e fazer com que o leitor se importe com a causa principal do livro, pode ser o livro mais clichê que, ainda assim, tem grandes chances de obter uma boa aceitação.

Em "A Rainha Vermelha", além de esse compilado de coisas comuns terem me impossibilitado de cair naqueles momentos que existem para causar sensações de tensão/tristeza/agonia durante a leitura, a cada frase lida vinha aquele pensamento em letras neon de que era óbvio que aquilo não ia acontecer de jeito nenhum porque eu já li coisa semelhante. Não caio nessa. O resultado disso foi que a leitura se tornou extremamente morna e sem grandes acontecimentos. Eu não consegui me importar com muita coisa.

O romance foi outro ponto que me incomodou bastante: não soou convincente. O casal principal não combina, não tem química suficiente para me fazer torcer pelos dois. Eu senti que a autora tentava forçar um lance entre os dois - e me convencer disso, quando o melhor é que o próprio leitor faça esse papel de aceitar a conexão dos dois por ser convencido pelo romance deles. As cenas de amor foram dispensáveis. Era como se os personagens mostrassem um lado que não combinava, não tinha nada do que eles eram na história e o que acreditavam. Nem a amizade dela com o Kilorn e o fato de ela (dizer) se importar tanto com ele (e ok, tomar algumas atitudes a respeito) soou verossímil pra mim.

Falando da Mare, eu a achei extremamente repetitiva. Ao que pareceu, a autora quis criar frases/palavras de impacto para o leitor e, por isso, ficou repetindo a maior parte delas em vários momentos, como uma reflexão/conclusão da personagem. Isso me incomodou taaaaaanto, mas taaaaanto que vocês não tem noção! hahaha

Mare era muito reclamona e, pra mim, pareceu invejosa demais. As justificativas dela sobre não gostar de uma pessoa ou por se sentir injustiçada tiveram uma conotação de inveja enorme. E, por incrível que pareça, a maior parte delas eram direcionadas a mulheres - mesmo tendo homens prateados que estavam na mesma situação dessas mulheres. Ou seja, com os homens tudo bem ser legal, mas com as mulheres não? Isso sem contar que a Mare, em suma, fica rodeada de homens 24 horas. Praticamente não há interação com outra mulher que possa ser uma amiga. Eu entendo o panorama ao que ela está submetida e como funciona o mundo. Eu sei. Mas por que pode haver homens prateados que são gente boa e mulheres não?

Não é que eu odiei o livro. A ideia é interessante, a autora criou um mundo, estruturou algumas coisas, porém a execução deixou a desejar. Eu esperava mais, muito, muito mais desse livro que até tem potencial. Fiquei tão frustrada com essa leitura que, honestamente, não sou capaz de dizer no momento que leria o próximo. O livro que tem notas consideráveis no Skoob e no Goodreads, uma capa linda e uma divulgação ótima. Mas não funcionou tanto assim pra mim...

Definitivamente não é ruim. Mas também não é dos melhores.

INFORMAÇÕES:
Livro: A Rainha Vermelha
Livro 1 da série A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Número de Páginas: 414 páginas
Ano de Publicação: 2015 pela Editora Seguinte
Avaliação: 2 de 5 estrelas (foi OK)
Link para compra: na Amazon
"Há muito tempo ele nos chamou de formigas, formigas vermelhas ardendo sob a luz de um sol prateado. Destruídas pela grandeza dos outros, quase derrotadas na batalha pelo nosso direito de existir, porque não somos especiais. Não evoluímos como eles, que têm poderes e forças além da nossa imaginação limitada. Permanecemos os mesmos, presos em nossos corpos. O mundo mudou ao nosso redor e permanecemos os mesmos"

sábado, janeiro 06, 2018

Uma leitura rápida e cheia de reviravoltas | O Casal que Mora ao Lado de Shari Lapena

janeiro 06, 2018 7
Uma leitura rápida e cheia de reviravoltas | O Casal que Mora ao Lado de Shari Lapena
Sabe quando você começa uma leitura de forma totalmente despretensiosa? Essa foi a minha experiência ao pegar "O Casal que Mora ao Lado", livro de estreia da autora Shari Lapena, lançado pela Editora Record. Apesar desse livro ter sofrido um *boom* nas redes sociais logo após o lançamento, ainda assim não havia me convencido tanto a ler. Porém, poucas páginas lidas e imagina a minha surpresa de ser completamente envolvida pela história! Li esse livro super rápido.



"O Casal que Mora ao Lado" conta a história de Marco e sua esposa, Anne. No aniversário de Graham, o vizinho do casal, ele e sua esposa Cynthia os convida para comemorar com um jantar. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado e podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta e Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

O QUE EU ACHEI?

Logo de início, somos jogados nesse mistério, sem rodeios. Aos poucos vamos acompanhando o desenrolar das investigações a respeito do caso, mas sempre com olhos atentos para ao menos tentar desvendar quem é o verdadeiro culpado e o que aconteceu de fato naquela noite. Durante a leitura, a autora nos leva para vários caminhos que nos fazem criar hipóteses sobre o caso. Mas, adianto: você vai se surpreender. E isso não apenas nas páginas finais do livro: a história é repleta de reviravoltas super empolgantes que dão um gás ainda maior na leitura. Esse livro carrega tanta tensão e mistérios nas páginas que incita aquele ritmo mais "frenético" de leitura, sabe? Mesmo com quase 300 páginas, a leitura flui tão bem que você nem vê o tempo passar.

Nesse livro não acontece como vários desse estilo, onde o autor espera o final (ou perto dele) para revelar todos os mistérios envolvidos com a trama. Em "O Casal que Mora ao Lado" cerca da metade do livro você já sabe a parte principal do mistério, porém ainda assim há muito mais envolvido na história e que é revelado aos poucos. Com a decorrência da leitura, passados são desenterrados e cada vez mais somos levados a trocar de suspeitos, uma vez que nenhum personagem é perfeito, todos têm falhas que se tornam pontos cruciais para que desconfiemos deles.

Não consegui me simpatizar tanto pelos personagens. Achei a parte de caracterização um pouco fraca. Sabe aquela frase comumente usada para escritores, "mostre, não conte"? Foi o que faltou um pouco aqui. Não há tanto a construção dos personagens. A autora usa mais o artifício de contar como cada um é e a sua personalidade ao invés de mostrar acontecimentos que façam jus exatamente ao que é dito. Mas talvez o objetivo do livro fosse realmente esse: o assunto principal é o mistério e o que acontece ao redor disso não possui tanta relevância assim, por isso não é aprofundado.

Posso afirmar que foi uma leitura que só continuei justamente por aguçar a curiosidade. A escrita da autora causa essa necessidade de saber o que acontece depois, apesar de não me fazer concordar com algumas soluções e caminhos que ela sugere para que aceitemos.

Apesar das ressalvas, não é um livro ruim. Foi uma boa leitura, porém se não fosse esse ritmo, não sei bem se me atrairia pelo enredo da história em si. Recomendo para quem ainda não teve muita experiência com esse gênero e quer começar com um livro que (provavelmente) vai prender a sua atenção e te conquistar logo de cara. Mas ainda assim prefiro livros que vão construindo a história/o mistério aos poucos e nos faz parte desse processo acompanhando o desenrolar da trama.

INFORMAÇÕES:
Livro: O Casal que Mora ao Lado
Título Original: The Couple Next Door
Autora: Shari Lapena
Número de Páginas:
Ano de Publicação:
Avaliação: 4 de 5 estrelas
Goodreads: clique aqui ou Skoob: clique aqui

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domingo, dezembro 31, 2017

O ano de 2017 no Nuvem de Letras

dezembro 31, 2017 0
O ano de 2017 no Nuvem de Letras
Final do ano chegando e a gente tem uma tendência de fazer uma espécie de retrospectiva mental de tudo o que passou, para analisar o que deu certo e o que não deu. Eu comecei com isso há algum tempo para ajustar meus objetivos e metas para 2018 (mas esse é um assunto para outro post que virá em breve). E, bem, não consegui deixar de pensar na retrospectiva do blog em 2017.



Acho que 2017 foi o ano em que eu menos escrevi aqui. Estive bem envolvida em outros projetos pessoais e trabalho na maior parte do tempo e acabei deixando o blog mais de lado. Essa nova rotina da minha vida me fez pensar sobre o que fazer com o blog. Em alguns momentos, pensei em priorizar o Instagram ao invés do blog (e postar as resenhas por lá). Mas apesar de eu gostar de editar e publicar fotos, ainda assim gosto bem mais de escrever um textão sobre o que eu achei de um livro e publicá-lo por aqui. Além disso, o blog está no ar há mais de 6 anos. É muita coisa!

Nesses dias, sentei para decidir o futuro do blog. A minha ideia inicial era a de não levá-lo adiante em 2018. Mas como gosto de escrever, pensei em continuar publicando as resenhas, mas no Skoob ou Goodreads (ainda não tinha decidido completamente, mas estava pendendo para o Skoob, onde tem todos os meus livros lá adicionados).

Só que... abrir mão desse espaço é complicado. Eu gosto muito de escrever, sempre gostei. E mesmo o blog não tendo um alcance tão grande quanto gostaria, ainda assim sei que tem gente (como eu) que gosta de procurar resenhas de livros em algum blog antes de fazer uma compra ou que simpatiza ler sobre determinado livro ou assunto. E, bem, o blog é justamente isso: um espaço onde posso compartilhar coisas.

Uma das coisas que já tinha definido a respeito de 2018 era que não fecharia parcerias com editoras - ou reduzi-las ao máximo. Ao menos por enquanto. Como vocês já devem ter percebido, não sou o tipo de leitora que lê 100 livros no ano. Na verdade meu ritmo de leitura é bem lento. Em 2016, consegui ler 21 livros; já em 2017, esse número caiu para 17 livros. Não há nenhum problema em ler 1, 17, 21 ou 80 livros no ano. O importante é ler. O problema é que tenho muitos livros na estante que quero ler, e com parcerias, acabo priorizando os lançamentos que as editoras me enviam. E como leio bem pouco por mês, no final das contas acabo entulhando na estante os livros que queria ler faz um tempão e que não são levados em consideração na escolha da minha próxima leitura. Por isso vou fazer de 2018 um ano onde vou priorizar a leitura do que estiver com vontade e quando estiver com vontade.

O Nuvem de Letras nunca foi um blog inteiramente pessoal. Digo no sentido de falar sobre outros assuntos que não sejam livros, filmes (às vezes) e séries (mais às vezes ainda). Não quero mudar isso no blog e transformá-lo em algo sobre a minha vida, porém quero começar a falar sobre outros assuntos por aqui também (como escrita, por exemplo, ou métodos (de produtividade, ou mudança de pensamentos/percepções/reflexões) que me ajudam na vida pessoal e são bem bacanas de compartilhar). Isso tudo sem abrir mão das resenhas de livros (💓) que gosto bastante de escrever!

Não pretendo estabelecer datas para postagens e dizer quantas vezes haverá novidade por aqui, mas quero fazer o que não consegui nesse ano: ter certa frequência de atualizações. É claro que tudo vai depender da minha rotina, de cada dia e da dinâmica da minha vida, mas ainda assim o blog é um espaço que quero usar. Não com promessas infundadas ou no embalo do começo do ano. Mas como um hobby que pretendo levar adiante, sem datas pré-estabelecidas, mas com muito amor em tudo o que escrevo.

Então é isso. Agradeço a todo mundo que tem acompanhado o blog desde 2011 ou que simplesmente chegou por aqui em algum momento. Vocês também fazem parte desse blog. Obrigada, obrigada!

quarta-feira, novembro 15, 2017

Um thriller genial onde todo mundo é suspeito | Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

novembro 15, 2017 0
Um thriller genial onde todo mundo é suspeito | Em Águas Sombrias - Paula Hawkins
Como num quebra-cabeças sendo montado, Paula Hawkins constroi uma trama intrincada, inteligente, sensível e cheia de suspenses. Um livro para ser relido e indicado a todos - principalmente aos apaixonados por thrillers!

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.

Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…



Esse é o segundo livro da Paula Hawkins e estou encantada com a forma como a autora constroi e conduz as suas narrativas! "A Garota no Trem", seu outro livro publicado também pelo Grupo Editorial Record (e que você pode ler a resenha clicando aqui) foi uma das melhores leituras que fiz em 2015 e "Em Águas Sombrias" não fica pra trás.

Esse é um livro muito bem elaborado, com personagens igualmente bem idealizados e construídos. A autora consegue dar vida aos personagens de um modo muito real. O livro conta a história sob a visão de vários personagens narrados de formas distintas (primeira/terceira pessoa). Ter essa quantidade de personagens nos dá uma perspectiva muito mais ampla do ambiente em si, dos segredos que acometem Beckford e o Poço de Afogamentos. Porém, por termos várias histórias interligadas sob diferentes pontos de vistas, em alguns momentos tive que voltar um pouco as páginas só para ter certeza se aquele personagem era quem eu estava pensando.

Apesar de ser um livro que traz muitos temas complexos, cada um é narrado com propriedade e sutileza, o que faz com que o livro se torne ainda mais verossímil e surpreendente. A propósito, acho que surpreendente é uma das definições que mais fazem jus a esse livro que é repleto de descobertas, segredos e mistérios. Ainda nas últimas páginas conseguimos nos deparar com revelações que mudam grande parte da perspectiva que tínhamos sobre a história.

Sem dúvidas Paula Hawkins se tornou uma autora que vou ficar de olho em seus próximos lançamentos. Mais uma vez a autora nos presenteia com um livro incrível que proporciona uma leitura envolvente e cheia de surpresas. Super indico!

INFORMAÇÕES:
Livro: Em Águas Sombrias
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 360
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 5 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon
Ninguém gostava de pensar que a água daquele rio era infectada com o sangue e a bile de mulheres perseguidas, de mulheres infelizes; eles a bebiam todos os dias.

sábado, outubro 28, 2017

Um mistério contado de trás pra frente | Todas as Garotas Desaparecidas - Megan Miranda

outubro 28, 2017 0
Um mistério contado de trás pra frente | Todas as Garotas Desaparecidas - Megan Miranda
"Todas as Garotas Desaparecidas" é o primeiro romance adulto da autora Megan Miranda. O livro foi publicado aqui no Brasil pela editora Verus nesse ano e faz parte de uma série, cujo segundo livro já foi lançado no exterior e se chama "Uma Perfeita Estranha". Apesar de ser uma série, os livros não são sequenciais e tampouco acompanham os mesmos personagens.

Nesse livro, acompanhamos a história de Nicolette Farrell. Ela deixou Cooley Ridge há dez anos, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.

Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece. Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás.


















Antes de tudo, devo dizer: sou apaixonada por livros cheios de mistério e fico muito feliz quando consigo encontrar uma história em que a autora consegue trazer esse tipo de atmosfera *sombria* nas páginas do livro. Em "Todas as Garotas Desaparecidas" foi exatamente isso que encontrei. Desde o começo da leitura, sabemos que há algo estranho acontecendo por ali, um mistério marcado na vida da família da personagem principal. Parte disso se dá pela ótima construção de personagens desse livro que são muito bem construídos e parecem carregar segredos de seus passados. Isso acaba atiçando a nossa curiosidade ao tornar o livro ainda mais instigante.

"Todas as Garotas Desaparecidas" é narrado de uma forma bem original: em cronologia reversa. Nos primeiros capítulos somos conduzidos ao presente de Nicolette e o momento onde seu irmão entra em contato com ela para que retorne a Cooley Ridge, a cidadezinha onde Nic passou grande parte da sua infância e que foi embora logo após Corinne, sua melhor amiga, ter desaparecido.

A partir daí, a história se desenrola até sermos jogados em um mistério que nos faz querer entender o que realmente aconteceu para que chegasse a ele. Então a história é contada de forma decrescente - ou seja, acompanhamos a sequência de dias anteriores àquele mistério até chegarmos a ele, numa "contagem regressiva".

A princípio essa forma de narrar pode parecer arriscada (e de certa forma eu acho que até é), pois essa peculiaridade nos força a ter que sempre tentar relembrar o que aconteceu no capítulo anterior (que seria o resultado do capítulo que estamos lendo hoje) para compreender o rumo que a história está tomando. Em alguns momentos pode soar um pouco confuso, mas não é nada tão complicado que nos impossibilite compreender a história. Acredito que a melhor forma de aproveitar 100% dessa leitura seja justamente reler o livro para compreender todas as nuances e mistérios inseridos pela autora nas páginas.

O que mais me incomodou (e me fez tirar uma estrelinha da avaliação) foi como as coisas terminaram. Senti que alguns personagens importantes pra história não tiveram o espaço necessário para que eu compreendesse suas motivações. Por conta disso, algumas pontas ficam soltas e nem tudo é convincente para o leitor que é jogado no final sem muitos esclarecimentos e justificativas. Com exceção disso, a história é interessante, o livro é bem escrito e, em alguns momentos, traz uma narrativa mais poética com comparações super plausíveis que eu gosto muito!

Para quem gostou desse livro ou curte uma história com suspense, com certeza recomendo "Desaparecidas" da Lauren Oliver. Li esse livro nesse ano e ainda acho o final genial. Não fiz resenha dele aqui, mas é um livro cinco estrelas e favoritado!

INFORMAÇÕES:
Livro: Todas as Garotas Desaparecidas
Autora: Megan Miranda
Editora: Verus
Páginas: 292
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 4 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon
"O tempo não está acabando. Ele nem é real - ele disse, e eu sabia que o tinha perdido; ele estava perdido, andando em círculos na própria mente. - É só uma medida de distância que inventamos para entender as coisas... como um centímetro ou um quilômetro... - Ele gesticulava ao falar para enfatizar a questão. - Aquele relógio - disse, apontando para trás. - Ele não está medindo o tempo. Está criando o tempo. Você enxerga a diferença?"

quarta-feira, setembro 13, 2017

Review: Entre Quatro Paredes, de B. A. Paris

setembro 13, 2017 0
Review: Entre Quatro Paredes, de B. A. Paris
"Entre Quatro Paredes" é o livro de estreia da autora B.A. Paris. O livro é um trhiller psicológico lançado pouco tempo atrás pela Editora Record aqui no Brasil, e conta a história de Grace, a esposa aparentemente "perfeita". Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.

Ela é casada com Jack, o marido "perfeito". Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.

Os dois formam um casal perfeito. E estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?

Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita.

Apesar de não ter tantos thrillers psicológicos, esse gênero é um pelo qual me interesso bastante (olá Investigação Discovery!). Gosto muito de encontrar um livro que dê a sensação de que o ambiente criado pelo autor é realmente cheio de tensão, complicado e verossímil. E que assim, me envolva na leitura de tal forma que a história fique na minha cabeça e que eu queira muito chegar ao final.

Em "Entre Quatro Paredes" encontrei um livro que cumpre, em partes, esse papel. O livro consegue construir uma atmosfera angustiante em alguns momentos principalmente por conta da impotência da personagem principal diante da situação em que está submetida. Isso se acentua ainda mais pelo fato de que Jack, o antagonista, está sempre um passo à frente de Grace, e consegue arquitetar e manter seu plano de uma forma plausível, mesmo que seja diante dos olhos de todo mundo (literalmente).

Apesar de tudo isso, não me envolvi tanto com a história. Acho que o que mais me aguçou para chegar até o final foi a curiosidade em saber como ela terminaria, não exatamente por ficar desesperada para saber o final.

O que mais me incomodou foi a real intenção do antagonista. Tudo bem, eu entendi o que ele queria pela explicação que dá, mas não consegui ser convencida por esses motivos. Além disso, ele como a pessoa com total domínio da situação, poderia cumprir seus planos a qualquer momento da história - no começo, meio ou final. Isso, para mim, tira um pouco do brilho da história - quando uma situação pode ser terminada com muita facilidade (digamos assim), porém o personagem não o faz sem uma justificativa realmente plausível.

O livro evoca bastante a consciência em relação a conhecermos bem uma pessoa antes de decidirmos algo em relação a ela (como casar, por exemplo rs) e que as aparências enganam. Às vezes iludidos pela falsa aparência, muitas pessoas podem achar que alguém vive debaixo de uma vida perfeita ou com muitas facilidades. Acredito que hoje em dia, com as redes sociais, isso se torna ainda mais evidente (até me lembrei de um vídeo da Karol Pinheiro sobre isso > clique aqui se quiser dar uma olhada 😉). Mas nem sempre o que se mostra é de fato como as coisas são. Obs: não que as pessoas não possam ser felizes de verdade e que todo mundo que mostra isso é uma farsa. Acho que deu pra entender o sentido do que eu disse, né? rs Há casos e casos.

Para quem gostou desse livro, com certeza recomendo "Identidade Roubada", um livro que li faz muitos anos e que amei demais (para ler a resenha é só clicar aqui). Foi um livro que me marcou bastante por ser um dos primeiros do gênero que li. Pretendo relê-lo algum dia para saber se a mesma sensação que tive durante a leitura, continua. rs

INFORMAÇÕES:
Livro: Entre Quatro Paredes
Autora: B.A. Paris
Editora: Record
Páginas: 264
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 3 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon | Livraria Cultura

terça-feira, julho 25, 2017

Então eu li "Isolados - O Enigma" da Bibi Tatto

julho 25, 2017 1
Então eu li "Isolados - O Enigma" da Bibi Tatto
Confesso: nunca li livro de nenhum Youtuber. Não é por algum tipo de preconceito nem nada. Já folheei vááários livros escritos por Youtuber por curiosidade, mas parar pra ler mesmo, nunca - isso até poucos dias atrás quando decidi pegar para ler "Isolados - O Enigma" da Bibi Tatto.



Antes de tudo, quero dizer que nunca joguei Minecraft (o jogo onde se passa a maior parte da história do livro) e também não acompanho o canal da Bibi, nem de nenhum Youtuber que fala sobre jogos no Minecraft. Acabei pegando o livro para ler porque é bem curtinho, eu ainda não tinha engatado na leitura de nenhum outro livro e fiquei curiosa em conhecer a história. Então, minha opinião não é tendenciosa. haha 😊

Isolados - O Enigma é o segundo livro lançado pela Bibi via editora Novo Conceito. Nele, a youtuber acaba de retornar de viagem com sua família e já dentro de casa, ela e seu irmão, Gagui, logo se sentem entediados, fato que não passa desapercebido pelos seus pais. Quando Bibi decide aceitar a sugestão deles e acessar o Novo Mundo que criou no primeiro livro, ela tem uma surpresa: o avatar do Gagui foi sequestrado e agora ela precisará descobrir em que lugar do universo do Minecraft ele está preso.

Porém, não será tão simples. O Novo Mundo foi invadido por um hacker que se autointitula como Intruso. Ele construiu uma série de desafios pelo caminho, que juntos compõem um enigma, para que Bibi tente adivinhar as respostas e alcançar o seu objetivo que é salvar o avatar do seu irmão, antes que o vilão apague tudo que ela criou.

O livro tem seu conteúdo dividido em 135 páginas contando ainda com ilustrações do jogo e fotos da Youtuber. O livro tem um espaçamento considerável entre linhas e letras grandes - ou seja, dá pra fazer uma leitura bem rápida. A história é intercalada com a autora contando um pouco a respeito da sua vida e de sua ascenção no Youtube. Não li o primeiro livro, mas os livros não são uma sequência direta. Então se você não leu o primeiro livro também, não vai sentir diferença.

Na minha opinião, esse livro é mais destinado ao público que gosta do conteúdo da Bibi, acompanha a Youtuber ou que curte jogos de Minecraft. Não quer dizer que quem é totalmente leigo no assunto como eu, não vai conseguir aproveitar a história. Nada disso. Eu gostei e não tive dificuldades em entender a história, pois é bem intuitiva e simples. Não é o meu tipo de livro, porém a avaliação que eu fiz da história foi considerando a visão de que o livro cumpre o papel ao qual se destinou. É uma leitura totalmente despretensiosa e rápida.

INFORMAÇÕES:
LIVRO: Isolados - O Enigma
AUTORA: Bibi Tatto
EDITORA: Novo Conceito
PÁGINAS: 144
AVALIAÇÃO: 4 de 5 estrelas
COMPRE (link): Amazon