Um Mundo Brilhante, T. Greenwood

by - dezembro 16, 2012

Oi gente! Aproveitando que fiz a batalha de capas com o livro da autora T. Greenwood, resolvi postar logo a resenha. Espero que gostem.

Em uma manhã de inverno o professor e barman Ben Bailey resolve cumprir mais uma vez sua rotina diária: deixar seu cachorro dar um passeio e ir buscar o jornal em frente a sua casa. Só que ele não esperava encontrar aquela neve toda que caiu sorrateira no meio da noite e, juntamente com ela, o corpo de um jovem indígena da tribo dos navajos caído em frente à sua casa, aparentemente morto. Além disso, Ben ainda tenta conviver rotineiramente com sua noiva Sara, com quem posterga o casamento há um bom tempo por dividirem conflitos amorosos que parecem insolúveis. Shady, a irmã do garoto índio que morrera, começa a entrar na vida de Ben de uma forma libertadora, incitando-o a ter que fazer escolhas. Escolhas essas que não serão tão fáceis assim e irão envolver e modificar não apenas a sua vida, mas como uma avalanche de neve, a vida de todos que estão a sua volta.

Antes de tudo, me vejo na "obrigação" de comentar sobre a capa. Ela é realmente muito bonita. Totalmente brilhante. A editora Novo Conceito está de parabéns, fez um trabalho exemplar no livro. Impossível a capa não te fazer ficar no mínimo curiosa(o) para saber sobre o que fala a história. Só acho uma pena que eu não consegui enxergar qual a ligação da capa com a história. Ah, o fato de haver neve não conta... Digo sobre todo o resto.


Quando fui ler Um Mundo Brilhante, larguei o livro pouco tempo depois de ter começado. Insisti novamente há pouco tempo. O motivo de tê-lo deixado de lado por um tempo foi justamente pelo fato de T. Greenwood ser descritiva demais. Ok, sabemos que há detalhes em todas histórias que são primordiais para o entendimento das mesmas, mas não quando se tratamos desse livro. A autora pareceu-me gosta muito, tipo, muito MESMO, de explicar as coisas minunciosamente. Só para terem uma ideia do que estou falando, separei um quote que ilustra isso muito bem:
Ben fez que não com a cabeça. Sara pegou uma das revistas para ler e sentou-se ao lado dele. Ben se levantou e pegou um copo descartável. Encheu-o com água e bebeu, e depois voltou a enchê-lo. Não era um copo muito grande e ele sentia sede. Em Phoenix ele sempre sentia muita sede. - página 213
Sentiram o drama?
Gosto de ler livros que tenham detalhes sim, mas desde que esses detalhes tenham seu grau de relevância na história. Isso fez tirar alguns pontinhos comigo...

Um dos fatos que a autora nos introduz logo de início é o relacionamento conturbado entre Sara e Ben. Os personagens são bem angustiantes às vezes. O casal está passando por momentos difíceis onde Ben começa a refletir se realmente fez a escolha certa de ter ido morar com Sara, e ela, por sua vez, parece estar bem insatisfeita com o rumo que seu noivado tem levado. Sara mostra ser bastante mimada pelos pais, e com uma capacidade de influência em ter o que quer. Já Ben, é uma pessoa muito frustrada em todas as áreas de sua vida: sentimental, familiar, financeiro.

T. Greenwood "tempera" a história com muitos conflitos, dificuldades, questões e decisões relevantes pertinentes a Ben e Sara, de modo que isso impacte de algum modo no leitor. A autora incita sentimentos dos mais diversos possíveis no leitor, durante a leitura. Ora sente-se raiva de Sara, ora de Ben; em outros momentos, o sentimento de dó e/ou pena pelos personagens aflora o coração. Mas talvez fosse esse o real intuito da autora: trazer contradições, indignações e nos fazer pensar bastante sobre o rumo da história e quem está de fato certo ou errado.


Os personagens caminham firmemente na linha do realismo. Digo isso porque os problemas que o casal vive no contexto do livro, podem ser evidenciados demasiadamente na sociedade atual. Mas o final, ah, na minha opinião sem dúvidas não há como engoli-lo facilmente. Pelo menos por mim.

Senti falta de personagens mais decididos, com pulso firme. Era algo do tipo: "minha vida está uma droga, mas ao invés de eu tentar mudar as coisas, prefiro dar um jeitinho de tudo ficar ainda pior". Quem se interessou pelo livro por conta das investigações sobre a morte do garoto índio, pode ficar um pouquinho não tão feliz assim. Simples: as investigações não tomam grande parte da história. Está ali para ser resolvido mais adiante, mas não é um livro que se baseia nisso. Há algumas passagens onde o assunto volta à tona, mas percebo que ele está ali apenas como um elemento que aflora os conflitos que os personagens já possuíam; e que de fato é apenas um pano de fundo, não tão relevante assim.
Sem dúvida, um livro bem mediano. Mas isso não quer dizer que você não vá gostar dele. Dê uma chance e tire suas conclusões...

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6 comentários

  1. Não o achei mediano, não sei o motivo, mas descrições não me abalam, haha. Talvez por ter como base o inverno - e eu amar o inverno - eu tenha gostado tanto do livro!

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  2. Talita do Nascimento22 de dezembro de 2012 18:58

    lembro qd esse livro foi lançado. a capa dele é realmente brilhante e mt bonita
    nao sei se a historia iria me agradar,mas q pena q vc n gostou

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  3. Não é meu estilo literário, mas talvez até leria esse livro
    Bjss

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  4. Ótima resenha!
    Adorei esse livro, espero ver mais livros dessa autora aqui no BR...
    a NC fez um excelente trabalho mesmo

    bjs

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  5. Oi, tudo bom?
    Amei a resenha , bem detalhada !
    Amo a capa deste livro , quero ler ele logo :]
    Território das garotas
    @territoriodg
    Bjss *-*
    Passa lá no blog?
    http://territoriodascompradorasdelivro.blogspot.com/

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  6. Oi flor,
    Bom esse livro li no começo do ano se eu não me engano achei a história bem mediana mesmo sem altas emoções, adorei sua resenha.
    Beijos

    Mari - Stories And Advice

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