Filmes: A invenção de Hugo Cabret

by - fevereiro 26, 2012

Nome no Brasil: A invenção de Hugo Cabret
Cast: Asa Butterfield, Bem Kingsley, Chlöe Moretz, Sacha Baron Cohen, Jude Law, Helen McCrory.
Direção: Martin Scorsese
Gênero: Aventura, Drama e Mistério
Ano: 2011 (lançado aqui em 2012, pois é)
Duração: 127 minutos
Sinopse: A Invenção de Hugo Cabret conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta nas paredes de uma estação de trem em Paris. Com a ajuda de uma garota excêntrica, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente, o mal humorado dono de uma loja de brinquedos que vive abaixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave.

Um garoto órfão que mora em uma estação de trem e um cineasta que perdeu a esperança de sonhar... São esses os dois personagens principais explorados na incrível obra de Brian Selznick, a qual serviu de base para desenvolvimento do filme — que é totalmente ambientado na estação de trem parisiense, exibindo cenários incríveis dos relógios dentro da estação, Paris, a estação de trem, entre outras. Além disso, conta com personagens secundários como Isabelle, a garota apaixonada por livros e desejosa em viver uma aventura como as lidas em suas histórias fantásticas; o agente de segurança da estação de trem parisiense com seu cachorro esperto à procura de órfãos ladrões e perturbadores da paz; a vendedora de flores da estação, e tantos outros... Martin Scorsese conseguiu ambientar e criar um universo carismático infanto-juvenil, cheio de enigmas e descobertas que nos deixa absortos em pensamentos.
Isso mesmo, Martin Scorsese... Você já deve ter ouvido falar dele por aí, ou assistido alguns de seus mais aclamados filmes, como Guangues de Nova York, Taxi Driver, Ilha do Medo, Cassino, entre outros. O cineasta decidiu inovar e diversificar seu estilo e, devo salientar, deu bastante certo... Infelizmente, em minha singela opinião, não o suficiente para atender todas minhas expectativas. O filme é monótono às vezes, e fez-me pensar antes que, ao assisti-lo, embarcaria em uma viagem sem volta a um mundo mágico, ou quem sabe, aventuras tantas quantas as resguardadas no coração de Isabelle. Em minha percepção, faltou explorar o lado humano do garoto: a sua solidão implícita; como vivia dentro dos relógios; como enfrentar o mundo lá fora completamente sozinho... Mas acredito que esses detalhes são bem mais explorados no próprio livro (que tenho o desejo de ler).
Mas enfim, devaneios a parte, quero expressar o filme a vocês.
Em Londres, ninguém repara em quem arruma a hora dos relógios da estação de trem — suas horas estão sempre corretas, e ninguém precisa se importar com isso; afinal, todos já tem preocupações bastantes em suas vidas monótonas. Um relógio é apenas mais um mero detalhe... Mas é aí que se enganam.
Após a morte do pai (que não é spoiler algum), Hugo Cabret tem que ir morar com o tio beberrão que vive dentro dos relógios da estação. A rotina diária do garoto muda quando Hugo depara-se com a tarefa árdua de ter que largar a escola e embarcar nesse serviço diário: ajeitar os horários dos relógios todos os dias. Extremamente solitário, ocultando-se dos olhares das pessoas e "em busca de sua comida diária", o garoto mora na estação sem que os outros saibam; vive em meio às peças de relógios funcionando sem parar e tenta fazer sua história, totalmente só.
Fugindo do agente da estação, Hugo rouba peças encontradas entre as lojas para finalizar a construção de um robô autômato — único presente deixado pelo seu pai, que ansiava demasiadamente finalizá-lo. E é dentro desse ciclo que Hugo conhece a garota Isabelle, que decide embarcar nessa "aventura" cheia de segredos em descobrir porque aquele robô com olhar triste deixa seu tio atordoado quando descobre sua existência; o que aquele monte de lata  fará de fato (quando Hugo terminar de consertá-lo) e como tudo isso impacta em sua vida — e de seus tios com quem mora.
Prestando uma enorme homenagem a George Meliés — o maior cineasta das décadas de 1900 e 1910, com muito mais de que 500 filmes executados; Martin Scorsese une personagem real a ficção, desdobrando em uma história cheia de lembranças, tristeza, solidão, amor, amizade, a magia encoberta por trás de sonhar.
O que é incrível sobre Meliés, diz Scorsese, é que ele explorou e inventou basicamente boa parte do que fazemos hoje. É uma linha direta entre os filmes de ficção científica e fantasia dos anos 30,40 e 50 até o trabalho de Harryhausen, Spielberg, Lucas, James Cameron. Está tudo lá. Ele fez o que fazemos hoje com computadores, tela verde e tecnologia digital, apenas com sua câmera e estúdio. 
Mais do que isso seria spoiler e essa não é minha intenção.
Espero que tenham apreciado!!
Comentem se já assistiram ou gostaram da resenha rs
Ahhh... Alguma dica de filme?
Beijos!!!!!

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9 comentários

  1. depois de todo burburinho no twitter por conta desse filme, eu estava bem curiosa em saber do que se tratava, engim, quero ver, mas sei lá, as vezes acho que não é o tipo de filme que eu gostaria de ir ao cinema assistir. Mas assim que lançar em DVD irei alugar, e tirar minhas conclusões.
    bjos

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. O Asa Butterfield é o principal motivo para eu querer MUITO assistir esse filme *-* Ele é tão fofinho e tão bom ator. Chorei litros com ele em "O menino do pijama listrado" <3

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  4. Posso não ler a resenha? rs É q vi hoje q tem o livro na biblioteca pertinho do meu trabalho e pretendo lê-lo assim q possível! Só li a sinopse msm e olhe lá.
    Procurei olhando por cima o q vc tinha achado do filme e não encontrei, então pergunto: gostou? Te tocou o coração?
    Bjs

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  5. RoseFuri
    Oi Rose, tudo bom?
    Ahh eu descobri que tem o livro, e fiquei com muita vontade de ler — nem sabia disso, descobri quando estava buscando imagens no google rsrs
    Olha, é como citei, o filme não é repleto de grandes emoções como eu imaginava; na verdade, pensei (pelo trailer, etc etc) que fosse mais voltado a fantasia (não um mundo mágico, mas algo tão fantástico quanto), ou uma aventura de tirar o fôlego, ou algo do tipo. O filme é um pouco parado, mas eu gostei. Não achei o melhor filme, tampouco horrível; achei mediano, sabe?
    Já li resenhas sobre o livro, e dizem que é muito bom; eu acredito que deve ser melhor que o filme.
    Mas assista, leia... E poste a resenha depois para eu ler sua opinião também rsrs
    Espero ter respondido a sua pergunta rs
    Beijos

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  6. Ah, só para completar: Tive essa impressão pq achei que faltou algo; alguma coisa poderia dar uma alavancagem na história que prenderia completamente a minha atenção. Mas não foi bem isso que eu consegui encontrar.
    Acho que deve ser legal o livro justamente por ter o que não teve tanto no filme: explorar a vida mesmo do personagem principal; como é morar dentro dos relógios, se esconder do agente de segurança; enfim, uma criança sobreviver em um mundo tão confuso completamente sozinha. Se eu tivesse o livro, leria com certeza.

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  7. Oi, Daisy!
    Adorei sua resposta. Foi direta e sincera. Então, só vou ver o filme depois q ler o livro. E qdo eu o assistir, já vou prevenida contra altas expectativas (rs)...
    O visual é com certeza o que mais agrada. E q pena q ele não puxa tanto pra fantasia (é q eu gosto tanto...).
    Pode deixar q qdo eu ler postarei a resenha e aí a gte troca impressões, ok?
    Beijos!!!

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  8. Filme lindo! Assisti no cinema e não canso de assistir qdo passa na TV aberta!

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  9. Filme lindo! Assisti no cinema e não canso de assistir qdo passa na TV aberta!

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