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13 janeiro 2018

Um livro que não é ruim. Mas também não é dos melhores

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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.




Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

MINHA OPINIÃO:

Estava doida para comentar com vocês o que achei de "A Rainha Vermelha" da Victoria Aveyard! O livro faz parte da série "A Rainha Vermelha" e por aqui foi lançado pela editora Seguinte. Antes de tudo, quero deixar claro que essa é a minha opinião sobre a leitura que fiz. Minha avaliação da leitura foi nota 2 de 5 que pra mim é: foi uma leitura OK. Não foi terrível, mas não foi a melhor.

Acho que o principal ponto aqui é que o livro é previsível. Demais. Desde o começo, já dá pra saber de forma clara o papel de cada um na história: quem é o bonzinho, quem é o mal, quem vai trair quem, as intenções dos personagens... Tanto é que o plot twist não funcionou para mim, pois eu já imaginava aquilo desde o comecinho do livro. Ou seja, era para ser surpreendente, mas passou longe disso.

Nesse livro, a autora usou de diversas fórmulas que eu, como leitora, já vi em outros livros. Isso não é problema nenhum, quero deixar claro, pois eu leria um clichê bem escrito tranquilamente. A questão do cliché é que, desde que o autor consiga manejar bem as palavras, cativar/convencer e fazer com que o leitor se importe com a causa principal do livro, pode ser o livro mais clichê que, ainda assim, tem grandes chances de obter uma boa aceitação.

Em "A Rainha Vermelha", além de esse compilado de coisas comuns terem me impossibilitado de cair naqueles momentos que existem para causar sensações de tensão/tristeza/agonia durante a leitura, a cada frase lida vinha aquele pensamento em letras neon de que era óbvio que aquilo não ia acontecer de jeito nenhum porque eu já li coisa semelhante. Não caio nessa. O resultado disso foi que a leitura se tornou extremamente morna e sem grandes acontecimentos. Eu não consegui me importar com muita coisa.

O romance foi outro ponto que me incomodou bastante: não soou convincente. O casal principal não combina, não tem química suficiente para me fazer torcer pelos dois. Eu senti que a autora tentava forçar um lance entre os dois - e me convencer disso, quando o melhor é que o próprio leitor faça esse papel de aceitar a conexão dos dois por ser convencido pelo romance deles. As cenas de amor foram dispensáveis. Era como se os personagens mostrassem um lado que não combinava, não tinha nada do que eles eram na história e o que acreditavam. Nem a amizade dela com o Kilorn e o fato de ela (dizer) se importar tanto com ele (e ok, tomar algumas atitudes a respeito) soou verossímil pra mim.

Falando da Mare, eu a achei extremamente repetitiva. Ao que pareceu, a autora quis criar frases/palavras de impacto para o leitor e, por isso, ficou repetindo a maior parte delas em vários momentos, como uma reflexão/conclusão da personagem. Isso me incomodou taaaaaanto, mas taaaaanto que vocês não tem noção! hahaha

Mare era muito reclamona e, pra mim, pareceu invejosa demais. As justificativas dela sobre não gostar de uma pessoa ou por se sentir injustiçada tiveram uma conotação de inveja enorme. E, por incrível que pareça, a maior parte delas eram direcionadas a mulheres - mesmo tendo homens prateados que estavam na mesma situação dessas mulheres. Ou seja, com os homens tudo bem ser legal, mas com as mulheres não? Isso sem contar que a Mare, em suma, fica rodeada de homens 24 horas. Praticamente não há interação com outra mulher que possa ser uma amiga. Eu entendo o panorama ao que ela está submetida e como funciona o mundo. Eu sei. Mas por que pode haver homens prateados que são gente boa e mulheres não?

Não é que eu odiei o livro. A ideia é interessante, a autora criou um mundo, estruturou algumas coisas, porém a execução deixou a desejar. Eu esperava mais, muito, muito mais desse livro que até tem potencial. Fiquei tão frustrada com essa leitura que, honestamente, não sou capaz de dizer no momento que leria o próximo. O livro que tem notas consideráveis no Skoob e no Goodreads, uma capa linda e uma divulgação ótima. Mas não funcionou tanto assim pra mim...

Definitivamente não é ruim. Mas também não é dos melhores.

INFORMAÇÕES:
Livro: A Rainha Vermelha
Livro 1 da série A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Número de Páginas: 414 páginas
Ano de Publicação: 2015 pela Editora Seguinte
Avaliação: 2 de 5 estrelas (foi OK)
Link para compra: na Amazon
"Há muito tempo ele nos chamou de formigas, formigas vermelhas ardendo sob a luz de um sol prateado. Destruídas pela grandeza dos outros, quase derrotadas na batalha pelo nosso direito de existir, porque não somos especiais. Não evoluímos como eles, que têm poderes e forças além da nossa imaginação limitada. Permanecemos os mesmos, presos em nossos corpos. O mundo mudou ao nosso redor e permanecemos os mesmos"

06 janeiro 2018

Uma leitura rápida e cheia de reviravoltas

| | 7 comentários
Sabe quando você começa uma leitura de forma totalmente despretensiosa? Essa foi a minha experiência ao pegar "O Casal que Mora ao Lado", livro de estreia da autora Shari Lapena, lançado pela Editora Record. Apesar desse livro ter sofrido um *boom* nas redes sociais logo após o lançamento, ainda assim não havia me convencido tanto a ler. Porém, poucas páginas lidas e imagina a minha surpresa de ser completamente envolvida pela história! Li esse livro super rápido.



"O Casal que Mora ao Lado" conta a história de Marco e sua esposa, Anne. No aniversário de Graham, o vizinho do casal, ele e sua esposa Cynthia os convida para comemorar com um jantar. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado e podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta e Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

O QUE EU ACHEI?

Logo de início, somos jogados nesse mistério, sem rodeios. Aos poucos vamos acompanhando o desenrolar das investigações a respeito do caso, mas sempre com olhos atentos para ao menos tentar desvendar quem é o verdadeiro culpado e o que aconteceu de fato naquela noite. Durante a leitura, a autora nos leva para vários caminhos que nos fazem criar hipóteses sobre o caso. Mas, adianto: você vai se surpreender. E isso não apenas nas páginas finais do livro: a história é repleta de reviravoltas super empolgantes que dão um gás ainda maior na leitura. Esse livro carrega tanta tensão e mistérios nas páginas que incita aquele ritmo mais "frenético" de leitura, sabe? Mesmo com quase 300 páginas, a leitura flui tão bem que você nem vê o tempo passar.

Nesse livro não acontece como vários desse estilo, onde o autor espera o final (ou perto dele) para revelar todos os mistérios envolvidos com a trama. Em "O Casal que Mora ao Lado" cerca da metade do livro você já sabe a parte principal do mistério, porém ainda assim há muito mais envolvido na história e que é revelado aos poucos. Com a decorrência da leitura, passados são desenterrados e cada vez mais somos levados a trocar de suspeitos, uma vez que nenhum personagem é perfeito, todos têm falhas que se tornam pontos cruciais para que desconfiemos deles.

Não consegui me simpatizar tanto pelos personagens. Achei a parte de caracterização um pouco fraca. Sabe aquela frase comumente usada para escritores, "mostre, não conte"? Foi o que faltou um pouco aqui. Não há tanto a construção dos personagens. A autora usa mais o artifício de contar como cada um é e a sua personalidade ao invés de mostrar acontecimentos que façam jus exatamente ao que é dito. Mas talvez o objetivo do livro fosse realmente esse: o assunto principal é o mistério e o que acontece ao redor disso não possui tanta relevância assim, por isso não é aprofundado.

Posso afirmar que foi uma leitura que só continuei justamente por aguçar a curiosidade. A escrita da autora causa essa necessidade de saber o que acontece depois, apesar de não me fazer concordar com algumas soluções e caminhos que ela sugere para que aceitemos.

Apesar das ressalvas, não é um livro ruim. Foi uma boa leitura, porém se não fosse esse ritmo, não sei bem se me atrairia pelo enredo da história em si. Recomendo para quem ainda não teve muita experiência com esse gênero e quer começar com um livro que (provavelmente) vai prender a sua atenção e te conquistar logo de cara. Mas ainda assim prefiro livros que vão construindo a história/o mistério aos poucos e nos faz parte desse processo acompanhando o desenrolar da trama.

INFORMAÇÕES:
Livro: O Casal que Mora ao Lado
Título Original: The Couple Next Door
Autora: Shari Lapena
Número de Páginas:
Ano de Publicação:
Avaliação: 4 de 5 estrelas
Goodreads: clique aqui ou Skoob: clique aqui

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