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21 janeiro 2017

Uma leitura mediana (e cheia de reticências)

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Minha primeira leitura de 2017 foi "Princesa das Águas", da Paula Pimenta. Comecei no final do ano, mas não me empolguei tanto assim, então terminei no começo de janeiro. Para quem não conhece, esse é o terceiro livro lançado da série "Princesas Modernas". A proposta dessa série é de recontar de forma moderna, as famosas e clássicas histórias de princesa. Dessa vez, a história escolhida foi da "Pequena Sereia".

Em "Princesa das Águas", acompanhamos tudo sob a visão de Arielle Botrel. Ela é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua existência: participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja.

Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com um cotidiano diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. Arielle é apresentada a um mundo novo... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle - sem uma única palavra - vai conseguir conquistar esse príncipe? E se no coração dele já existir outra princesa?

Gosto de livros adolescentes. Amo histórias que se passam no ensino médio ou tenham personagens mais novinhas, como os livros da Meg Cabot, por exemplo. São estilos que sempre me divirto durante a leitura e, por isso, procuro dar um jeitinho de incluir nos livros a serem lidos no mês. Já havia lido Cinderela Pop (o segundo livro da série, clique aqui para ler a resenha) há um tempinho e gostado. Não foi uma das minhas melhores leituras, mas foi bem OK. Mas infelizmente "Princesa das Águas" não funcionou totalmente pra mim.

Sei que recentemente fiz uma resenha negativa, mas não é que eu fico procurando erro em histórias, não tá? (Apesar de parecer hahahha).

A impressão que eu tive durante a leitura era que a Paula quis incluir as Olimpíadas porque a história é uma releitura da Pequena Sereia, e haver a necessidade de a personagem principal estar ligada a água. Talvez eu esteja errada ao pensar assim, mas foi a impressão que tive enquanto lia. Até porque as Olimpíadas não tiveram taaaanta relevância assim no desenvolvimento da história.

No começo do livro há um acontecimento (que, a propósito, achei bem esquisito), em que houve a necessidade da personagem saber nadar. Com exceção disso, esse fato parece até desnecessário. Até porque a história se passa (quase totalmente) em volta de uma Gincana Olímpica, onde os atletas competem em réplicas de programas famosos como "The Voice", "Masterchef", etc...

Se eu for considerar o lado frio da coisa, é óbvio que essas Gincanas só são possíveis na ficção porque uma Olimpíada exige concentração total de um atleta, e participar de algo assim atrapalharia totalmente. Mas OK, é ficção, tentei relevar um pouquinho. Só que ainda assim não curti muito a escolha da autora de manter isso. Achava que a história teria como plano de fundo principal as Olimpíadas. Parando pra pensar, a impressão que eu tenho é que li uma história dentro de outra história. Como se o tema da Gincana Olímpica fosse uma e a própria Olimpíada, outra. Talvez tenha sido gosto da autora mesmo, não sei, ou então na hora da criação das ideias acabou ficando assim por falta de tempo. Só sei que na Gincana Olímpica não há nada relacionado a água. Foi por isso que senti essa estranheza de que as Olimpíadas foram colocadas só para justificar outro fato.

O começo da história foi um pouco cansativo devido as várias reticências que me deixaram assustada. Sério, até compartilhei em minha conta do Instagram algumas páginas onde encontrei 18 frases terminadas em reticências! Não querendo ser chata, mas foi impossível ignorar. Acabou até atrapalhando minha leitura porque eu parava pra contar. Rs Não entendo como isso passou na revisão do livro sem ser notado.

A personagem principal é bem inocente, do tipo que chega a dar raiva por não perceber coisas tão óbvias. É claro que a autora deixa bem claro que esse fato é por conta da superproteção que ela acaba tendo. Mas ainda assim tem coisas que ficava muito na cara de que a pessoa estava tentando prejudicar e a personagem não "percebia" isso.

Consegui "aproveitar" melhor a leitura da metade para o final, porque já estava conformada que a história ia ser daquela forma mesmo, as reticências continuariam ali e eu já estava chegando ao final. É claro que não posso tirar o mérito da escrita da Paula que é boa e te faz ansiar por mais. Só para vocês terem uma ideia, mesmo eu não gostando de muitas coisas da história, ainda assim quis saber como ia terminar.

Talvez eu até continue lendo essa série por curiosidade e principalmente por causa da escrita da Paula. Mas não funcionou tãããão bem para mim. Mas isso não quer dizer que você vá ler e encontrar tantas coisas te incomodando como eu.

E você, já leu, tem vontade de ler essa história? Conta aí!

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INFORMAÇÕES:
LIVRO: Princesa das Águas
AUTORA: Paula Pimenta
EDITORA: Galera Record
PÁGINAS: 367
AVALIAÇÃO: 3 de 5 estrelas
COMPRE (links): Amazon, Livraria Cultura e Americanas
"NENHUM AMOR NÃO CORRESPONDIDO FAZ BEM. SÓ SERVE PARA DEIXAR AS PESSOAS TRISTES E MELANCÓLICAS, DESEJANDO ALGO QUE NÃO PODEM TER"

06 janeiro 2017

Uma leitura bem decepcionante...

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Quem já deu uma fuçada nas resenhas do blog deve ter percebido que já fiz a leitura de 3 livros da Colleen Hoover. Tive boas experiências com a leitura de "Em busca de Cinderela" e "Nunca Jamais" (o qual aguardo muito a continuação); e outra não-tão-boa-assim com "O lado feio do amor". Mas, num balanço geral, eu até que gosto da escrita dela. E foi por isso que decidi ler mais um livro da autora.

"Novembro, 9" foi lançado no finalzinho do ano passado pela editora Galera Record. Assim como todos os livros anteriores da autora, "Novembro, 9" trazia uma nota bem alta no Skoob e Goodreads, além de comentários bem positivos de leitores. Então, entre ler esse ou "Talvez um dia", resolvi arriscar em "Novembro, 9". Até porque, eu já havia lido uma resenha bem negativa de "Talvez um dia" que me deixou super com o pé atrás. Os pontos que a pessoa apontou não ter gostado no desenvolvimento da história eram exatamente os que eu não gosto em livros. Então, resolvi passar. Mas quando surgiu a oportunidade de ler esse livro, eu achei que seria bem interessante. E foi uma pena ter sido uma enorme decepção.

Novembro 9 acompanha a história de Fallon e Ben. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Normalmente eu tento relevar o máximo possível aqueles romances bem instantâneos - o famoso instalove. Mas infelizmente, em "Novembro, 9" a coisa acabou ficando impossível de relevar.

Não que eu seja super chatinha e exigente demais, mas me incomoda quando um personagem se apaixona pelo outro rapidamente, sem que o autor construa o romance de uma forma que o leitor torça por aquele amor ou consiga imaginar que aquele romance é plausível. E talvez esse tenha sido o ponto que mais me atrapalhou nessa leitura. Como nesse livro os personagens se veem apenas uma vez no ano, na minha cabeça vinha logo aquele questionamento de se todo o amor que eles julgavam ter realmente poderia acontecer.

Até porque (pelo menos na minha visão), você pode até gostar ou sentir atração por uma pessoa ao vê-la uma vez por ano, isso considerando que a pessoa não tenha qualquer outro contato com ela nesse período (incluindo troca de e-mail, Whatsapp, Facebook...). Mas ter aquele amor arrebatador, do tipo "largo tudo pra ficar com você" ou "vamos morar juntos mesmo tendo nos conhecido há um dia", não gente. Eu não consigo acreditar e comprar essa ideia. E como o romance dos dois é o ponto central do livro, ao desconstruir essa imagem do relacionamento deles na minha cabeça, todo o livro passou a não ter mais sentido algum pra mim.

No livro também tiveram momentos em que a autora forçou um encontro de personagens num momento que seria impossível que acontecesse, assim como criou alguns relacionamentos que (pra mim) foram MUITO sem noção. Mas, como estou deixando bem claro, fui eu que achei absurdo. Você pode não achar, é claro.

Nos livros que já li da Colleen, ela sempre coloca um plot twist - aquela cena que muda tudo, um acontecimento inesperado, algo que surpreende o leitor. E isso acontece também em "Novembro, 9". Mas confesso que eu não gostei. Senti como se a Colleen tentasse justificar um acontecimento super drástico com uma atitude que não soou nem um pouco positiva.

Enfim. Esse livro foi um compilado de coisas que eu não gosto. Acredito que uma das poucas coisas que deram certo na história foi a escrita da Colleen que, apesar de tudo, tem um ritmo muito bom. O fato da personagem principal fugir do estereótipo físico, foi outro fator que acho muito bacana e que deveria ser mais usado na literatura.

É engraçado porque as experiências negativas que tenho com a Colleen Hoover sempre são tão marcantes que me fazem questionar se eu REALMENTE quero passar por esses momentos de desgosto em uma leitura. Na minha opinião, a leitura deve ser prazerosa, mas se ela se torna desgostosa, não há motivos bons o suficiente pra você continuar lendo determinado livro. Eu até tenho interesse em ler Métrica e vou continuar a leitura dos próximos lançamentos de "Nunca Jamais". Mas pra mim para por aí. Não tenho nem interesse em assistir "O lado feio do amor" nos cinemas. Acho que já deu o que tinha que dar (pra mim)...
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INFORMAÇÕES:
LIVRO: Novembro, 9
TÍTULO ORIGINAL: November, 9
AUTOR: Colleen Hoover
EDITORA: Galera Record
PÁGINAS: 349
AVALIAÇÃO: 2 de 5 estrelas
COMPRE (links): Amazon, Livraria da Travessa e Livraria Cultura
COMPRE O LIVRO EM INGLÊS: Amazon

E vocês, já leram esse livro ou outro da Colleen Hoover? Contem aí.

05 janeiro 2017

Dois lançamentos da editora Rocco pra ficar de olho

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Olá leitores! Depois de um 2016 bem cheio, consegui encontrar um tempinho livre para preparar esse primeiro post do ano de 2017 com lançamentos. Eu amo saber quais são os livros que as editoras estão lançando e procuro acompanhar (na medida do possível rs) pra ficar de olho em possíveis novas leituras. Então resolvi mostrar pra vocês alguns dos livros novos que estão chegando por aí pela editora Rocco e que prometem ser bem interessantes.

O primeiro é da Chris Melo, uma autora nacional que acompanho um pouco da carreira literária dela. O livro saiu pela Rocco com essa capa lindíssima que me ganhou rapidinho! Eu já ouvi vários comentários positivos a respeito da escrita da Chris ser bem envolvente, mas ainda não me programei para ler nenhum dos livros dela pra comprovar. A sinopse não revela muito da história, mas apostaria na leitura só pela curiosidade em ler algo especificamente dela.

SOB UM MILHÃO DE ESTRELAS - Chris Melo
Alma Abreu está prestes a lidar com um inventário e uma série de histórias de um passado tumultuado que pertence mais aos seus pais do que a ela mesma.
Mas este parece o menor de seus problemas no momento. Passar alguns dias na pacata Serra de Santa Cecília veio bem a calhar para a jovem médica, após um incidente no hospital que a deixou sem chão. Ela só não esperava se envolver tanto com a pequena cidade – e com o prestativo vizinho da charmosa casa que sua avó lhe deixou, além de um animado grupo de amigas, filhas das melhores amigas de sua mãe –, a ponto de pensar em deixar sua vida em São Paulo para trás.
Será que a vontade de ficar é apenas medo de enfrentar seus problemas? Mas como voltar à velha rotina depois de tudo o que descobriu e viveu em Serra?


Eu ainda não terminei a leitura da trilogia Divergente escrita pela Veronica Roth (falta o último livro!!!), mas ele está na minha lista de leituras para esse ano. Crave a Marca me interessou pela sinopse que revela uma história com intrigas e ação (assim esperamos!). Eu falei um pouco mais sobre o livro em um post especial que você pode conferir clicando aqui. Amei a capa e estou bem curiosa para acompanhar mais alguma coisa escrita por ela.

CRAVE A MARCA - Veronica Roth
Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva.
Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia.
Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.


E você, se interessou por algum desses livros? Conta aí :)