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31 dezembro 2017

O ano de 2017 no Nuvem de Letras

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Final do ano chegando e a gente tem uma tendência de fazer uma espécie de retrospectiva mental de tudo o que passou, para analisar o que deu certo e o que não deu. Eu comecei com isso há algum tempo para ajustar meus objetivos e metas para 2018 (mas esse é um assunto para outro post que virá em breve). E, bem, não consegui deixar de pensar na retrospectiva do blog em 2017.



Acho que 2017 foi o ano em que eu menos escrevi aqui. Estive bem envolvida em outros projetos pessoais e trabalho na maior parte do tempo e acabei deixando o blog mais de lado. Essa nova rotina da minha vida me fez pensar sobre o que fazer com o blog. Em alguns momentos, pensei em priorizar o Instagram ao invés do blog (e postar as resenhas por lá). Mas apesar de eu gostar de editar e publicar fotos, ainda assim gosto bem mais de escrever um textão sobre o que eu achei de um livro e publicá-lo por aqui. Além disso, o blog está no ar há mais de 6 anos. É muita coisa!

Nesses dias, sentei para decidir o futuro do blog. A minha ideia inicial era a de não levá-lo adiante em 2018. Mas como gosto de escrever, pensei em continuar publicando as resenhas, mas no Skoob ou Goodreads (ainda não tinha decidido completamente, mas estava pendendo para o Skoob, onde tem todos os meus livros lá adicionados).

Só que... abrir mão desse espaço é complicado. Eu gosto muito de escrever, sempre gostei. E mesmo o blog não tendo um alcance tão grande quanto gostaria, ainda assim sei que tem gente (como eu) que gosta de procurar resenhas de livros em algum blog antes de fazer uma compra ou que simpatiza ler sobre determinado livro ou assunto. E, bem, o blog é justamente isso: um espaço onde posso compartilhar coisas.

Uma das coisas que já tinha definido a respeito de 2018 era que não fecharia parcerias com editoras - ou reduzi-las ao máximo. Ao menos por enquanto. Como vocês já devem ter percebido, não sou o tipo de leitora que lê 100 livros no ano. Na verdade meu ritmo de leitura é bem lento. Em 2016, consegui ler 21 livros; já em 2017, esse número caiu para 17 livros. Não há nenhum problema em ler 1, 17, 21 ou 80 livros no ano. O importante é ler. O problema é que tenho muitos livros na estante que quero ler, e com parcerias, acabo priorizando os lançamentos que as editoras me enviam. E como leio bem pouco por mês, no final das contas acabo entulhando na estante os livros que queria ler faz um tempão e que não são levados em consideração na escolha da minha próxima leitura. Por isso vou fazer de 2018 um ano onde vou priorizar a leitura do que estiver com vontade e quando estiver com vontade.

O Nuvem de Letras nunca foi um blog inteiramente pessoal. Digo no sentido de falar sobre outros assuntos que não sejam livros, filmes (às vezes) e séries (mais às vezes ainda). Não quero mudar isso no blog e transformá-lo em algo sobre a minha vida, porém quero começar a falar sobre outros assuntos por aqui também (como escrita, por exemplo, ou métodos (de produtividade, ou mudança de pensamentos/percepções/reflexões) que me ajudam na vida pessoal e são bem bacanas de compartilhar). Isso tudo sem abrir mão das resenhas de livros (💓) que gosto bastante de escrever!

Não pretendo estabelecer datas para postagens e dizer quantas vezes haverá novidade por aqui, mas quero fazer o que não consegui nesse ano: ter certa frequência de atualizações. É claro que tudo vai depender da minha rotina, de cada dia e da dinâmica da minha vida, mas ainda assim o blog é um espaço que quero usar. Não com promessas infundadas ou no embalo do começo do ano. Mas como um hobby que pretendo levar adiante, sem datas pré-estabelecidas, mas com muito amor em tudo o que escrevo.

Então é isso. Agradeço a todo mundo que tem acompanhado o blog desde 2011 ou que simplesmente chegou por aqui em algum momento. Vocês também fazem parte desse blog. Obrigada, obrigada!

15 novembro 2017

Um thriller genial onde todo mundo é suspeito | Em Águas Sombrias - Paula Hawkins

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Como num quebra-cabeças sendo montado, Paula Hawkins constroi uma trama intrincada, inteligente, sensível e cheia de suspenses. Um livro para ser relido e indicado a todos - principalmente aos apaixonados por thrillers!

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.

Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…



Esse é o segundo livro da Paula Hawkins e estou encantada com a forma como a autora constroi e conduz as suas narrativas! "A Garota no Trem", seu outro livro publicado também pelo Grupo Editorial Record (e que você pode ler a resenha clicando aqui) foi uma das melhores leituras que fiz em 2015 e "Em Águas Sombrias" não fica pra trás.

Esse é um livro muito bem elaborado, com personagens igualmente bem idealizados e construídos. A autora consegue dar vida aos personagens de um modo muito real. O livro conta a história sob a visão de vários personagens narrados de formas distintas (primeira/terceira pessoa). Ter essa quantidade de personagens nos dá uma perspectiva muito mais ampla do ambiente em si, dos segredos que acometem Beckford e o Poço de Afogamentos. Porém, por termos várias histórias interligadas sob diferentes pontos de vistas, em alguns momentos tive que voltar um pouco as páginas só para ter certeza se aquele personagem era quem eu estava pensando.

Apesar de ser um livro que traz muitos temas complexos, cada um é narrado com propriedade e sutileza, o que faz com que o livro se torne ainda mais verossímil e surpreendente. A propósito, acho que surpreendente é uma das definições que mais fazem jus a esse livro que é repleto de descobertas, segredos e mistérios. Ainda nas últimas páginas conseguimos nos deparar com revelações que mudam grande parte da perspectiva que tínhamos sobre a história.

Sem dúvidas Paula Hawkins se tornou uma autora que vou ficar de olho em seus próximos lançamentos. Mais uma vez a autora nos presenteia com um livro incrível que proporciona uma leitura envolvente e cheia de surpresas. Super indico!

INFORMAÇÕES:
Livro: Em Águas Sombrias
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 360
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 5 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon
Ninguém gostava de pensar que a água daquele rio era infectada com o sangue e a bile de mulheres perseguidas, de mulheres infelizes; eles a bebiam todos os dias.

28 outubro 2017

Um mistério contado de trás pra frente | Todas as Garotas Desaparecidas - Megan Miranda

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"Todas as Garotas Desaparecidas" é o primeiro romance adulto da autora Megan Miranda. O livro foi publicado aqui no Brasil pela editora Verus nesse ano e faz parte de uma série, cujo segundo livro já foi lançado no exterior e se chama "Uma Perfeita Estranha". Apesar de ser uma série, os livros não são sequenciais e tampouco acompanham os mesmos personagens.

Nesse livro, acompanhamos a história de Nicolette Farrell. Ela deixou Cooley Ridge há dez anos, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.

Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece. Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás.


















Antes de tudo, devo dizer: sou apaixonada por livros cheios de mistério e fico muito feliz quando consigo encontrar uma história em que a autora consegue trazer esse tipo de atmosfera *sombria* nas páginas do livro. Em "Todas as Garotas Desaparecidas" foi exatamente isso que encontrei. Desde o começo da leitura, sabemos que há algo estranho acontecendo por ali, um mistério marcado na vida da família da personagem principal. Parte disso se dá pela ótima construção de personagens desse livro que são muito bem construídos e parecem carregar segredos de seus passados. Isso acaba atiçando a nossa curiosidade ao tornar o livro ainda mais instigante.

"Todas as Garotas Desaparecidas" é narrado de uma forma bem original: em cronologia reversa. Nos primeiros capítulos somos conduzidos ao presente de Nicolette e o momento onde seu irmão entra em contato com ela para que retorne a Cooley Ridge, a cidadezinha onde Nic passou grande parte da sua infância e que foi embora logo após Corinne, sua melhor amiga, ter desaparecido.

A partir daí, a história se desenrola até sermos jogados em um mistério que nos faz querer entender o que realmente aconteceu para que chegasse a ele. Então a história é contada de forma decrescente - ou seja, acompanhamos a sequência de dias anteriores àquele mistério até chegarmos a ele, numa "contagem regressiva".

A princípio essa forma de narrar pode parecer arriscada (e de certa forma eu acho que até é), pois essa peculiaridade nos força a ter que sempre tentar relembrar o que aconteceu no capítulo anterior (que seria o resultado do capítulo que estamos lendo hoje) para compreender o rumo que a história está tomando. Em alguns momentos pode soar um pouco confuso, mas não é nada tão complicado que nos impossibilite compreender a história. Acredito que a melhor forma de aproveitar 100% dessa leitura seja justamente reler o livro para compreender todas as nuances e mistérios inseridos pela autora nas páginas.

O que mais me incomodou (e me fez tirar uma estrelinha da avaliação) foi como as coisas terminaram. Senti que alguns personagens importantes pra história não tiveram o espaço necessário para que eu compreendesse suas motivações. Por conta disso, algumas pontas ficam soltas e nem tudo é convincente para o leitor que é jogado no final sem muitos esclarecimentos e justificativas. Com exceção disso, a história é interessante, o livro é bem escrito e, em alguns momentos, traz uma narrativa mais poética com comparações super plausíveis que eu gosto muito!

Para quem gostou desse livro ou curte uma história com suspense, com certeza recomendo "Desaparecidas" da Lauren Oliver. Li esse livro nesse ano e ainda acho o final genial. Não fiz resenha dele aqui, mas é um livro cinco estrelas e favoritado!

INFORMAÇÕES:
Livro: Todas as Garotas Desaparecidas
Autora: Megan Miranda
Editora: Verus
Páginas: 292
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 4 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon
"O tempo não está acabando. Ele nem é real - ele disse, e eu sabia que o tinha perdido; ele estava perdido, andando em círculos na própria mente. - É só uma medida de distância que inventamos para entender as coisas... como um centímetro ou um quilômetro... - Ele gesticulava ao falar para enfatizar a questão. - Aquele relógio - disse, apontando para trás. - Ele não está medindo o tempo. Está criando o tempo. Você enxerga a diferença?"

13 setembro 2017

Review: Entre Quatro Paredes, de B. A. Paris

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"Entre Quatro Paredes" é o livro de estreia da autora B.A. Paris. O livro é um trhiller psicológico lançado pouco tempo atrás pela Editora Record aqui no Brasil, e conta a história de Grace, a esposa aparentemente "perfeita". Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.

Ela é casada com Jack, o marido "perfeito". Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.

Os dois formam um casal perfeito. E estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?

Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita.

Apesar de não ter tantos thrillers psicológicos, esse gênero é um pelo qual me interesso bastante (olá Investigação Discovery!). Gosto muito de encontrar um livro que dê a sensação de que o ambiente criado pelo autor é realmente cheio de tensão, complicado e verossímil. E que assim, me envolva na leitura de tal forma que a história fique na minha cabeça e que eu queira muito chegar ao final.

Em "Entre Quatro Paredes" encontrei um livro que cumpre, em partes, esse papel. O livro consegue construir uma atmosfera angustiante em alguns momentos principalmente por conta da impotência da personagem principal diante da situação em que está submetida. Isso se acentua ainda mais pelo fato de que Jack, o antagonista, está sempre um passo à frente de Grace, e consegue arquitetar e manter seu plano de uma forma plausível, mesmo que seja diante dos olhos de todo mundo (literalmente).

Apesar de tudo isso, não me envolvi tanto com a história. Acho que o que mais me aguçou para chegar até o final foi a curiosidade em saber como ela terminaria, não exatamente por ficar desesperada para saber o final.

O que mais me incomodou foi a real intenção do antagonista. Tudo bem, eu entendi o que ele queria pela explicação que dá, mas não consegui ser convencida por esses motivos. Além disso, ele como a pessoa com total domínio da situação, poderia cumprir seus planos a qualquer momento da história - no começo, meio ou final. Isso, para mim, tira um pouco do brilho da história - quando uma situação pode ser terminada com muita facilidade (digamos assim), porém o personagem não o faz sem uma justificativa realmente plausível.

O livro evoca bastante a consciência em relação a conhecermos bem uma pessoa antes de decidirmos algo em relação a ela (como casar, por exemplo rs) e que as aparências enganam. Às vezes iludidos pela falsa aparência, muitas pessoas podem achar que alguém vive debaixo de uma vida perfeita ou com muitas facilidades. Acredito que hoje em dia, com as redes sociais, isso se torna ainda mais evidente (até me lembrei de um vídeo da Karol Pinheiro sobre isso > clique aqui se quiser dar uma olhada 😉). Mas nem sempre o que se mostra é de fato como as coisas são. Obs: não que as pessoas não possam ser felizes de verdade e que todo mundo que mostra isso é uma farsa. Acho que deu pra entender o sentido do que eu disse, né? rs Há casos e casos.

Para quem gostou desse livro, com certeza recomendo "Identidade Roubada", um livro que li faz muitos anos e que amei demais (para ler a resenha é só clicar aqui). Foi um livro que me marcou bastante por ser um dos primeiros do gênero que li. Pretendo relê-lo algum dia para saber se a mesma sensação que tive durante a leitura, continua. rs

INFORMAÇÕES:
Livro: Entre Quatro Paredes
Autora: B.A. Paris
Editora: Record
Páginas: 264
Ano de Publicação: 2017
Avaliação: 3 de 5 estrelas
Compre (link): Amazon | Livraria Cultura

25 julho 2017

Então eu li "Isolados - O Enigma" da Bibi Tatto

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Confesso: nunca li livro de nenhum Youtuber. Não é por algum tipo de preconceito nem nada. Já folheei vááários livros escritos por Youtuber por curiosidade, mas parar pra ler mesmo, nunca - isso até poucos dias atrás quando decidi pegar para ler "Isolados - O Enigma" da Bibi Tatto.



Antes de tudo, quero dizer que nunca joguei Minecraft (o jogo onde se passa a maior parte da história do livro) e também não acompanho o canal da Bibi, nem de nenhum Youtuber que fala sobre jogos no Minecraft. Acabei pegando o livro para ler porque é bem curtinho, eu ainda não tinha engatado na leitura de nenhum outro livro e fiquei curiosa em conhecer a história. Então, minha opinião não é tendenciosa. haha 😊

Isolados - O Enigma é o segundo livro lançado pela Bibi via editora Novo Conceito. Nele, a youtuber acaba de retornar de viagem com sua família e já dentro de casa, ela e seu irmão, Gagui, logo se sentem entediados, fato que não passa desapercebido pelos seus pais. Quando Bibi decide aceitar a sugestão deles e acessar o Novo Mundo que criou no primeiro livro, ela tem uma surpresa: o avatar do Gagui foi sequestrado e agora ela precisará descobrir em que lugar do universo do Minecraft ele está preso.

Porém, não será tão simples. O Novo Mundo foi invadido por um hacker que se autointitula como Intruso. Ele construiu uma série de desafios pelo caminho, que juntos compõem um enigma, para que Bibi tente adivinhar as respostas e alcançar o seu objetivo que é salvar o avatar do seu irmão, antes que o vilão apague tudo que ela criou.

O livro tem seu conteúdo dividido em 135 páginas contando ainda com ilustrações do jogo e fotos da Youtuber. O livro tem um espaçamento considerável entre linhas e letras grandes - ou seja, dá pra fazer uma leitura bem rápida. A história é intercalada com a autora contando um pouco a respeito da sua vida e de sua ascenção no Youtube. Não li o primeiro livro, mas os livros não são uma sequência direta. Então se você não leu o primeiro livro também, não vai sentir diferença.

Na minha opinião, esse livro é mais destinado ao público que gosta do conteúdo da Bibi, acompanha a Youtuber ou que curte jogos de Minecraft. Não quer dizer que quem é totalmente leigo no assunto como eu, não vai conseguir aproveitar a história. Nada disso. Eu gostei e não tive dificuldades em entender a história, pois é bem intuitiva e simples. Não é o meu tipo de livro, porém a avaliação que eu fiz da história foi considerando a visão de que o livro cumpre o papel ao qual se destinou. É uma leitura totalmente despretensiosa e rápida.

INFORMAÇÕES:
LIVRO: Isolados - O Enigma
AUTORA: Bibi Tatto
EDITORA: Novo Conceito
PÁGINAS: 144
AVALIAÇÃO: 4 de 5 estrelas
COMPRE (link): Amazon

07 abril 2017

O que eu achei de "Convergente" da Veronica Roth

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Eu estava bem empolgada para fazer a leitura de Convergente. Desde que acompanho a trilogia, vejo que o terceiro livro é quase um divisor de águas: ou as pessoas gostam, ou as pessoas odeiam. Lógico que isso não se aplica a todo mundo, mas é só dar uma olhada nas notas do Goodreads ou Skoob que dá pra ter uma ideia e impressão de que a série foi "decaindo" com o passar do tempo na opinião da maioria das pessoas. Então, era claro que eu estava curiosa para fazer a leitura de Convergente.

Não foi uma leitura muito fácil, devo dizer. Primeiro porque logo no começo, Veronica Roth nos conduz a descobertas completamente diferentes de tudo o que havíamos ouvido falar desde o começo da história. Além da cerca não tem nada de facções. Na verdade há outra forma de categorizar as pessoas: os geneticamente danificados e geneticamente puros (ou GD e GP, respectivamente). Os conflitos que acompanhamos no último livro são deixados um pouco mais de escanteio e descobrimos um universo muito maior envolvendo os personagens de Divergente, e a verdade sobre as facções.

Quanto a esse outro lado que a história é levada, eu tive bastante dificuldade de me encaixar. Achei a história bem cansativa e maçante porque nada de tão interessante acontecia. Eu sempre espero que um último livro de trilogia, série, etc, tenha um algo a mais, sabe? Acontecimentos muito mais impactantes do que os livros anteriores, muito mais ação... E quando vi que já havia passado cerca de metade do livro e nada que me prendesse à história havia acontecido, me senti um pouco frustrada e deixei o livro de lado, disposta a abandonar. Porém, depois de pensar por um tempo, como eu já havia passado da metade, resolvi retomar. E, posso dizer que da metade para frente tive várias surpresas: umas boas e outras nem tanto.

Para quem não sabe, Convergente é narrado por dois personagens. Então temos um capítulo sob a visão da Tris e outro capítulo sob a visão do Quatro. Às vezes temos mais de um capítulo em sequência na visão de um dos dois, de acordo com a necessidade da história. Dito isso, preciso considerar que entendo o que as pessoas falaram sobre o fato de a narração do ponto de vista dos dois ser muito similar e, por vezes, as pessoas terem se perdido, sem saber se era o Quatro narrando ou a Tris. Aconteceu isso comigo algumas vezes e eu tive que voltar para o começo do capítulo só pra confirmar se aquela parte era narrada sob a visão da Tris ou do Quatro.

Mas talvez isso não seja culpa apenas da autora. Comentei com alguém que, como essa é a primeira vez que estamos sabendo de tudo pela visão do Quatro, talvez nós esperávamos que por externar um cara mais durão, em seu íntimo ele fosse dessa forma também. O que não é bem o que lemos. Bem, em partes. Mas também é compreensível ele ser assim (de certa forma), considerando que ele, assim como a Tris, passou por muitas coisas que podem tê-lo abalado e mudado muito do que ele fora outrora.

Sobre a Tris, devo dizer, acho que ela foi uma das pessoas que mais sofreram somando os três livros rsss. Não sei se vocês também sentiram isso, mas para mim, parecia que ela estava saturada, sabe? Cansada, esgotada com tudo o que vinha acontecendo. Todas as vezes que lia algo dela, a achava meio triste. Não sei. Como se ela tivesse um peso enorme nas costas que foi se acumulando nos livros. O relacionamento dela com o Quatro também passa por muitos conflitos e não é aquele ~~mar de rosas~~ como em muitos livros. Na verdade, há mais conflitos do que cenas amorosas e eu só não achei isso tão ruim porque tirando alguns momentos, eu tive a impressão de que a autora não quis puxar pelo lado romântico de um relacionamento, mas algo mais real (?).

Quanto ao final dado à pessoa que está sob o comando de Chicago, eu achei escrito de maneira bem desleixada. (SPOILER)(SPOILER)(SPOILER) Foi um conflito que durou mais de um livro e foi resolvido com uma simples conversa de dois segundos. Então, nesse caso, não acho que um conflito de comunicação fosse suficiente para explicar as coisas. (/SPOILER)(/SPOILER)(/SPOILER) Até porque, esse ponto era muito específico do livro e ganhou um grande enfoque na história. A impressão que eu tive foi que a Veronica decidiu tomar a saída mais fácil nesse caso.

Em relação ao final do livro, não achei que foi tão ruim. Na verdade, a forma como aquilo aconteceu (para mim) não agradou, mas o fim em si poderia ter sido o mesmo. Acredito que se aquilo tivesse acontecido de uma outra forma, faria muito mais sentido e não decepcionaria tanto.

Para mim, foi uma leitura 4 estrelas de 5. A trilogia pode não ser a melhor do mundo, na minha opinião, mas foi algo que me entreteve e que gostei bastante de acompanhar.

INFORMAÇÕES:
LIVRO: Convergente
AUTORA: Veronica Roth
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 519
AVALIAÇÃO: 4 de 5 estrelas
COMPRE (link): Amazon

21 março 2017

Um livro amorzinho sobre o verão e paixões na adolescência

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"O Verão que Mudou a Minha Vida" é o primeiro livro da "Trilogia Verão". O livro foi escrito pela Jenny Han, autora de "Para todos os garotos que já amei" e também da trilogia "Olho por Olho" (em coautoria com a Siobhan Vivian). Aqui no Brasil o primeiro livro foi publicado há um tempinho já, em 2011, pela editora Galera Record.

O livro conta a história de Belly que mede sua vida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre nós...

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Essa é a quarta vez que leio algo da Jenny Han e posso dizer que estou apaixonada pela forma como ela constrói suas histórias. A autora consegue fazer de uma forma tão bem feitinha que parece que aquilo aconteceu de verdade, não é apenas ficção. Isso porque a Jenny Han costuma criar e desenvolver muito bem todo o passado da personagem, insere acontecimentos simples como uma conversa despreocupada... Enfim. Tudo é tão bem amarradinho que me dá a impressão de que além de estar assistindo tudo, é algo real.

O interessante é que a autora conseguiu criar aquela atmosfera de casa de veraneio de uma forma tão verossímil que eu de fato me senti no lugar da Belly e tive a mesma vontade dela de que o verão não acabasse (ainda bem que tem mais dois livros he-he). As relações entre os personagens, o clima gostoso de verão, as oportunidades e mistérios que essa época de férias reserva... Foi tão gostoso de ler que eu só consegui parar realmente quando fechei o livro na última página. Li esse livro em três dias - coisa rara de se acontecer. E ficou aquele sentimento gostoso de quando lemos um livro que gostamos muito, sabe?

Gostei muito também da forma como a autora retratou o sentimento que a personagem principal sentia por uma pessoa específica (que só não vou falar para não perder a graça, né nom?). Era como voltar no tempo e reviver aquele sentimento bobinho que muitas das vezes temos nessa idade. Os personagens também são muito cativantes e convincentes. Ninguém é de um jeito sem motivo, assim como nada está ali sem uma explicação. Tudo tem um por que e isso, para mim, fechou o livro de uma forma bem completa.

Não sei porque, mas ultimamente tenho lido alguns livros que se passam na época do ensino médio e gente, como encontro personagens chatinhas! hahaha Não sei se isso é comum (?), mas a Belly foi um pouco chatinha e infantil em algumas vezes. Mas não é o tempo todo. Relevando esses poucos momentos, a história continuou sendo super gostosa de se ler.

E assim como a Belly, com certeza estou bem animada para que chegue logo o próximo verão (no meu caso, o próximo livro que vou ter que comprar ou trocar rs) para que eu possa aproveitar. <3

03 fevereiro 2017

Uma leitura divertida para passar o tempo

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Nesse novo lançamento, Meg Cabot nos presenteia com mais um livro divertido sobre garotas comuns que se tornam princesas. Em poucas páginas, "Diário de uma princesa improvável" nos prende em uma narrativa fluída e engraçada, características da escrita da autora.



Quem acompanha o blog há um tempo, já deve estar cansado de me ouvir dizer o quanto eu amo histórias que tenham nem que seja um pouquinho de comédia. Livros assim sempre têm um espaço especial na minha estante e são muito bem vindos em minhas listas de leituras. Quando vi o lançamento de "Diário de uma princesa improvável", não tive receio nenhum de incluí-lo em minhas leituras do mês. Primeiro porque os livros da Meg Cabot que li até hoje foram ótimas leituras. Segundo porque eu amo livros que tenham uma narrativa mais divertidinha, independentemente se o livro é destinado a um público mais novo ou não. Prova disso é que já tive ótimas experiências (como a de "Outro conto sombrio dos Grimm" (x), por exemplo). Então não dava pra simplesmente ignorá-lo. E posso adiantar que fiquei bem satisfeita com o que li.

"Diário de uma princesa improvável" conta a história de Olivia Grace Clarisse Mignonette Harrison, uma garota completamente normal. A única coisa que não é normal nela é seu nome (muito comprido e meio principesco), sua habilidade para desenhar animais (algo muito útil para sua futura carreira como ilustradora da vida selvagem) e o fato de ser quase órfã, pois não conhece o pai e depois que a mãe faleceu se vê forçada a viver com a tia e o tio (que quase a tratam como se ela fosse da família).

Até que num dia que tinha tudo para ser como os outros — totalmente normal — as coisas parecem sair do controle: a menina mais popular da escola ameaça bater em Olivia, o diretor ameaça lhe tirar um ponto e... uma limusine com a princesa da Genovia, Mia Thermopolis, surge do nada. A menina na verdade é uma princesa, meia-irmã de Mia, e finalmente poderá conhecer o pai, a avó, a Genovia, para então perceber que todos somos mais especiais que pensamos.
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Olívia é uma personagem carismática e com muita personalidade. Ela narra a história em um diário com as complicações que surgem ao ter sua vida mudada de forma tão abrupta. Para quem já leu outros livros da Meg, vai poder matar a saudade da narrativa gostosa da autora e também de sua outra personagem muito famosa, Mia Thermopolis. Porém é bom deixar frisado que essa história é um pouco mais juvenil do que as outras histórias da Meg. Por termos a história contada por uma personagem super novinha, os problemas que ela enfrenta e o questionamento das coisas ao seu redor são pertinentes à idade. Acredito que esse livro se encaixe super bem para o público infanto-juvenil. Mas se você, assim como eu, não se importa em ler livros como esse, então você pode gostar bastante!

Eu já havia lido trechos de "O Diário da Princesa" muitos anos atrás, mas não o livro totalmente, então adorei reencontrar alguns dos personagens. Não vou conseguir fazer a comparação de se a história é parecida com a outra ou não porque não finalizei a leitura de "O Diário da Princesa" (apesar de já ter tentado muito encontrar esse livro para troca no Skoob pra finalmente mudar isso rs). O que eu sei é que gostei bastante do que li. É um livro bem leve, super divertidinho para se ler em uma tarde ou para passar o tempo. O livro ainda conta com várias ilustrações fofas feitas pela própria Meg Cabot! Eu adorei!
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INFORMAÇÕES:
LIVRO: Diário de uma Princesa Improvável
AUTORA: Meg Cabot
EDITORA: Galera Junior
PÁGINAS: 200
AVALIAÇÃO: 4 de 5 estrelas
COMPRE (links): Amazon, Livraria Cultura e Americanas
NISHI DIZ QUE A GENTE GOSTA DO QUE GOSTA, ENTÃO QUEM LIGA PARA O QUE OS OUTROS PENSAM?

21 janeiro 2017

Uma leitura mediana (e cheia de reticências)

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Minha primeira leitura de 2017 foi "Princesa das Águas", da Paula Pimenta. Comecei no final do ano, mas não me empolguei tanto assim, então terminei no começo de janeiro. Para quem não conhece, esse é o terceiro livro lançado da série "Princesas Modernas". A proposta dessa série é de recontar de forma moderna, as famosas e clássicas histórias de princesa. Dessa vez, a história escolhida foi da "Pequena Sereia".

Em "Princesa das Águas", acompanhamos tudo sob a visão de Arielle Botrel. Ela é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua existência: participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja.

Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com um cotidiano diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. Arielle é apresentada a um mundo novo... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle - sem uma única palavra - vai conseguir conquistar esse príncipe? E se no coração dele já existir outra princesa?

Gosto de livros adolescentes. Amo histórias que se passam no ensino médio ou tenham personagens mais novinhas, como os livros da Meg Cabot, por exemplo. São estilos que sempre me divirto durante a leitura e, por isso, procuro dar um jeitinho de incluir nos livros a serem lidos no mês. Já havia lido Cinderela Pop (o segundo livro da série, clique aqui para ler a resenha) há um tempinho e gostado. Não foi uma das minhas melhores leituras, mas foi bem OK. Mas infelizmente "Princesa das Águas" não funcionou totalmente pra mim.

Sei que recentemente fiz uma resenha negativa, mas não é que eu fico procurando erro em histórias, não tá? (Apesar de parecer hahahha).

A impressão que eu tive durante a leitura era que a Paula quis incluir as Olimpíadas porque a história é uma releitura da Pequena Sereia, e haver a necessidade de a personagem principal estar ligada a água. Talvez eu esteja errada ao pensar assim, mas foi a impressão que tive enquanto lia. Até porque as Olimpíadas não tiveram taaaanta relevância assim no desenvolvimento da história.

No começo do livro há um acontecimento (que, a propósito, achei bem esquisito), em que houve a necessidade da personagem saber nadar. Com exceção disso, esse fato parece até desnecessário. Até porque a história se passa (quase totalmente) em volta de uma Gincana Olímpica, onde os atletas competem em réplicas de programas famosos como "The Voice", "Masterchef", etc...

Se eu for considerar o lado frio da coisa, é óbvio que essas Gincanas só são possíveis na ficção porque uma Olimpíada exige concentração total de um atleta, e participar de algo assim atrapalharia totalmente. Mas OK, é ficção, tentei relevar um pouquinho. Só que ainda assim não curti muito a escolha da autora de manter isso. Achava que a história teria como plano de fundo principal as Olimpíadas. Parando pra pensar, a impressão que eu tenho é que li uma história dentro de outra história. Como se o tema da Gincana Olímpica fosse uma e a própria Olimpíada, outra. Talvez tenha sido gosto da autora mesmo, não sei, ou então na hora da criação das ideias acabou ficando assim por falta de tempo. Só sei que na Gincana Olímpica não há nada relacionado a água. Foi por isso que senti essa estranheza de que as Olimpíadas foram colocadas só para justificar outro fato.

O começo da história foi um pouco cansativo devido as várias reticências que me deixaram assustada. Sério, até compartilhei em minha conta do Instagram algumas páginas onde encontrei 18 frases terminadas em reticências! Não querendo ser chata, mas foi impossível ignorar. Acabou até atrapalhando minha leitura porque eu parava pra contar. Rs Não entendo como isso passou na revisão do livro sem ser notado.

A personagem principal é bem inocente, do tipo que chega a dar raiva por não perceber coisas tão óbvias. É claro que a autora deixa bem claro que esse fato é por conta da superproteção que ela acaba tendo. Mas ainda assim tem coisas que ficava muito na cara de que a pessoa estava tentando prejudicar e a personagem não "percebia" isso.

Consegui "aproveitar" melhor a leitura da metade para o final, porque já estava conformada que a história ia ser daquela forma mesmo, as reticências continuariam ali e eu já estava chegando ao final. É claro que não posso tirar o mérito da escrita da Paula que é boa e te faz ansiar por mais. Só para vocês terem uma ideia, mesmo eu não gostando de muitas coisas da história, ainda assim quis saber como ia terminar.

Talvez eu até continue lendo essa série por curiosidade e principalmente por causa da escrita da Paula. Mas não funcionou tãããão bem para mim. Mas isso não quer dizer que você vá ler e encontrar tantas coisas te incomodando como eu.

E você, já leu, tem vontade de ler essa história? Conta aí!

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INFORMAÇÕES:
LIVRO: Princesa das Águas
AUTORA: Paula Pimenta
EDITORA: Galera Record
PÁGINAS: 367
AVALIAÇÃO: 3 de 5 estrelas
COMPRE (links): Amazon, Livraria Cultura e Americanas
"NENHUM AMOR NÃO CORRESPONDIDO FAZ BEM. SÓ SERVE PARA DEIXAR AS PESSOAS TRISTES E MELANCÓLICAS, DESEJANDO ALGO QUE NÃO PODEM TER"

06 janeiro 2017

Uma leitura bem decepcionante...

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Quem já deu uma fuçada nas resenhas do blog deve ter percebido que já fiz a leitura de 3 livros da Colleen Hoover. Tive boas experiências com a leitura de "Em busca de Cinderela" e "Nunca Jamais" (o qual aguardo muito a continuação); e outra não-tão-boa-assim com "O lado feio do amor". Mas, num balanço geral, eu até que gosto da escrita dela. E foi por isso que decidi ler mais um livro da autora.

"Novembro, 9" foi lançado no finalzinho do ano passado pela editora Galera Record. Assim como todos os livros anteriores da autora, "Novembro, 9" trazia uma nota bem alta no Skoob e Goodreads, além de comentários bem positivos de leitores. Então, entre ler esse ou "Talvez um dia", resolvi arriscar em "Novembro, 9". Até porque, eu já havia lido uma resenha bem negativa de "Talvez um dia" que me deixou super com o pé atrás. Os pontos que a pessoa apontou não ter gostado no desenvolvimento da história eram exatamente os que eu não gosto em livros. Então, resolvi passar. Mas quando surgiu a oportunidade de ler esse livro, eu achei que seria bem interessante. E foi uma pena ter sido uma enorme decepção.

Novembro 9 acompanha a história de Fallon e Ben. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Normalmente eu tento relevar o máximo possível aqueles romances bem instantâneos - o famoso instalove. Mas infelizmente, em "Novembro, 9" a coisa acabou ficando impossível de relevar.

Não que eu seja super chatinha e exigente demais, mas me incomoda quando um personagem se apaixona pelo outro rapidamente, sem que o autor construa o romance de uma forma que o leitor torça por aquele amor ou consiga imaginar que aquele romance é plausível. E talvez esse tenha sido o ponto que mais me atrapalhou nessa leitura. Como nesse livro os personagens se veem apenas uma vez no ano, na minha cabeça vinha logo aquele questionamento de se todo o amor que eles julgavam ter realmente poderia acontecer.

Até porque (pelo menos na minha visão), você pode até gostar ou sentir atração por uma pessoa ao vê-la uma vez por ano, isso considerando que a pessoa não tenha qualquer outro contato com ela nesse período (incluindo troca de e-mail, Whatsapp, Facebook...). Mas ter aquele amor arrebatador, do tipo "largo tudo pra ficar com você" ou "vamos morar juntos mesmo tendo nos conhecido há um dia", não gente. Eu não consigo acreditar e comprar essa ideia. E como o romance dos dois é o ponto central do livro, ao desconstruir essa imagem do relacionamento deles na minha cabeça, todo o livro passou a não ter mais sentido algum pra mim.

No livro também tiveram momentos em que a autora forçou um encontro de personagens num momento que seria impossível que acontecesse, assim como criou alguns relacionamentos que (pra mim) foram MUITO sem noção. Mas, como estou deixando bem claro, fui eu que achei absurdo. Você pode não achar, é claro.

Nos livros que já li da Colleen, ela sempre coloca um plot twist - aquela cena que muda tudo, um acontecimento inesperado, algo que surpreende o leitor. E isso acontece também em "Novembro, 9". Mas confesso que eu não gostei. Senti como se a Colleen tentasse justificar um acontecimento super drástico com uma atitude que não soou nem um pouco positiva.

Enfim. Esse livro foi um compilado de coisas que eu não gosto. Acredito que uma das poucas coisas que deram certo na história foi a escrita da Colleen que, apesar de tudo, tem um ritmo muito bom. O fato da personagem principal fugir do estereótipo físico, foi outro fator que acho muito bacana e que deveria ser mais usado na literatura.

É engraçado porque as experiências negativas que tenho com a Colleen Hoover sempre são tão marcantes que me fazem questionar se eu REALMENTE quero passar por esses momentos de desgosto em uma leitura. Na minha opinião, a leitura deve ser prazerosa, mas se ela se torna desgostosa, não há motivos bons o suficiente pra você continuar lendo determinado livro. Eu até tenho interesse em ler Métrica e vou continuar a leitura dos próximos lançamentos de "Nunca Jamais". Mas pra mim para por aí. Não tenho nem interesse em assistir "O lado feio do amor" nos cinemas. Acho que já deu o que tinha que dar (pra mim)...
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INFORMAÇÕES:
LIVRO: Novembro, 9
TÍTULO ORIGINAL: November, 9
AUTOR: Colleen Hoover
EDITORA: Galera Record
PÁGINAS: 349
AVALIAÇÃO: 2 de 5 estrelas
COMPRE (links): Amazon, Livraria da Travessa e Livraria Cultura
COMPRE O LIVRO EM INGLÊS: Amazon

E vocês, já leram esse livro ou outro da Colleen Hoover? Contem aí.

05 janeiro 2017

Dois lançamentos da editora Rocco pra ficar de olho

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Olá leitores! Depois de um 2016 bem cheio, consegui encontrar um tempinho livre para preparar esse primeiro post do ano de 2017 com lançamentos. Eu amo saber quais são os livros que as editoras estão lançando e procuro acompanhar (na medida do possível rs) pra ficar de olho em possíveis novas leituras. Então resolvi mostrar pra vocês alguns dos livros novos que estão chegando por aí pela editora Rocco e que prometem ser bem interessantes.

O primeiro é da Chris Melo, uma autora nacional que acompanho um pouco da carreira literária dela. O livro saiu pela Rocco com essa capa lindíssima que me ganhou rapidinho! Eu já ouvi vários comentários positivos a respeito da escrita da Chris ser bem envolvente, mas ainda não me programei para ler nenhum dos livros dela pra comprovar. A sinopse não revela muito da história, mas apostaria na leitura só pela curiosidade em ler algo especificamente dela.

SOB UM MILHÃO DE ESTRELAS - Chris Melo
Alma Abreu está prestes a lidar com um inventário e uma série de histórias de um passado tumultuado que pertence mais aos seus pais do que a ela mesma.
Mas este parece o menor de seus problemas no momento. Passar alguns dias na pacata Serra de Santa Cecília veio bem a calhar para a jovem médica, após um incidente no hospital que a deixou sem chão. Ela só não esperava se envolver tanto com a pequena cidade – e com o prestativo vizinho da charmosa casa que sua avó lhe deixou, além de um animado grupo de amigas, filhas das melhores amigas de sua mãe –, a ponto de pensar em deixar sua vida em São Paulo para trás.
Será que a vontade de ficar é apenas medo de enfrentar seus problemas? Mas como voltar à velha rotina depois de tudo o que descobriu e viveu em Serra?


Eu ainda não terminei a leitura da trilogia Divergente escrita pela Veronica Roth (falta o último livro!!!), mas ele está na minha lista de leituras para esse ano. Crave a Marca me interessou pela sinopse que revela uma história com intrigas e ação (assim esperamos!). Eu falei um pouco mais sobre o livro em um post especial que você pode conferir clicando aqui. Amei a capa e estou bem curiosa para acompanhar mais alguma coisa escrita por ela.

CRAVE A MARCA - Veronica Roth
Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva.
Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia.
Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.


E você, se interessou por algum desses livros? Conta aí :)