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11 dezembro 2014

Um resumão de Pretty Little Liars - 01x01-12

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Antes de tudo preciso dizer que essa espécie de resumão NÃO TERÁ SPOILERS, pois spoilers são muito chatos e fazem tudo perder a graça. Por mais difícil que isso possa parecer já que não terá spoilers (é, eu também pensaria assim) para marcar meu avanço na série vou fazer esse tipo de post contando minhas impressões sobre a evolução da série. Mas, calma aí, nada formal ok?

Comecei assistindo PLL sem grandes expectativas. Séries, ta aí, sempre tive problemas com elas. Como disse no outro post aqui, sempre pensei que acompanhar seriados levam um tempão – coisa que ultimamente não estou tendo de sobra hehe – e paciência para assistir os episódios de acordo com a forma como vão sendo liberados. O que quer dizer que seriados são quase como novelas ou livros, onde vamos sabendo partes de um todo bem aos poucos. E isso não é de todo bom, já que às vezes queremos saber o que vem depois e depois, mas temos que aguardar o próximo episódio. Entediante às vezes? É, eu sei. Também acho.

Porém, como acompanhar seriados não era minha primeira vez, resolvi arriscar e começar mais um. Para não acontecer a mesma coisa que foi com The Vampire Diaries, Skins e Gossip Girl (que, a propósito, amo de paixão e um dia quem sabe vou assistir tudo mais uma vez ()) – seriados onde não sei em qual episódio, muito menos em qual temporada eu parei – decidi assumir tipo um “compromisso” com o blog, onde vou comentando aos poucos sobre determinado seriado que acompanho. Afinal, não são só livros e filmes assuntos que eu realmente gosto; games e seriados também entram em meu ranking pessoal. Então, por que não falar deles aqui já que o Nuvem de Letras é um blog que fala sobre entretenimento no geral?

Sempre tive vontade de ler a série da Sara Shepard, Pretty Little Liars que, se a propósito você não sabia que tinham os livros ou não sabia que tinha a série, eu falo um pouco mais sobre isso tudo nesse post aqui. Os livros são enormes, mas não de grossura e sim de tamanho da série. 16 livros? Muita coisa, certo? E muita grana para gastar, considerando que são publicados pela Rocco e isso quer dizer que os preços, dependendo da ocasião, podem não ser tão compensatórios assim. Então como adquirir os livros no momento está fora de questão, e eu sabia que PLL era uma dessas séries televisivas baseada nos livros e que também nomeio como “de menininhas” (com dramas e suspense, além de mistério e romance – porque sim), pensei “Por que não?”. E foi aí que tudo isso surgiu.

Ufa, agora vamos falar de coisa boa?



Minhas primeiras impressões logo no primeiro episódio foi que seria um pouco clichê. Digo clichê porque o primeiro episódio tinha que ser aquele que me faria querer acompanhar a série até o final, ou quase isso. Então, em minha análise amadora de seriados, posso dizer que ele (o primeiro episódio) deveria ter um pouco de tudo para agradar todos os expectadores possíveis, porém, em um curto período de tempo e me fazer gostar MUITO. Teria que introduzir a todos nós nesse novo “mundo”, explicar acontecimentos de forma rápida, mas que não ficasse atropelado. Teria que apresentar todos os personagens, criar um “problema” ou algo que nos deixasse curiosos, e manter essa curiosidade a ponto de querermos continuar acompanhando a série. Ufa! Muita coisa não é? Muito trabalho para ser executado em cerca de quarenta e cinco muitos talvez? Pois é.

E assim voltamos ao clichê. Tinha que ser um pouco, já que PLL conta a história de meninas comuns, com seus acontecimentos comuns do dia-a-dia, mas com uma situação problemática a respeito de algo realmente importante que nos prendesse até o final. Posso dizer que isso foi feito muito bem. É claro que, como tudo transcorreu de certo modo rápido nos primeiros episódios, e teve romance e suspense, muitas coisas não explicadas e tudo mais, senti uma pitadinha de clichê (ou seja, daquilo que estamos bem acostumados a ver por aí), mas com um pequenino diferencial: havia aquela situação problemática que aguça a curiosidade e que seria desenvolvida depois – que nesse caso é o desaparecimento de uma das garotas principais logo no primeiro episódio e a suspeita de sua morte (após 1 ano de sumiço), e então o começo de recebimento de mensagens SMS das restantes do grupo, onde ameaçam com segredos que apenas a garota desaparecida sabia. Achei a sacada bem inteligente. Me lembrou algo como “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, aqueles filmes de anos atrás que traziam um pouco dessa essência também.

Passado isso, os problemas pessoais das garotas vão se desenvolvendo e intensificando. O romance, unido ao suspense de quem é essa pessoa que “sabe de tudo”, mas ao mesmo tempo não revela sua identidade, não cai no marasmo. Acho que essa mescla do cotidiano com o desenvolvimento da “situação problema” é bem construída e não se torna maçante em nenhum momento.

Até o episódio onde assisti, ainda não descobrimos quem é essa pessoa sabe tudo (e nem tenho esperanças de que isso vá acontecer logo), mas a série vale muito a pena! Tem muita coisa legal e a gente se vê torcendo por alguns personagens e romances, e nos afeiçoando também por uma ou outra das personagens principais. O bom é que a série tem de tudo e promete sim agradar muitos telespectadores.

Se você começou a assistir e não curtiu tanto assim o primeiro episódio (rápido demais, confuso, muita informação e tudo mais), saiba que os episódios vão ficando melhores. E que, se eu fosse você, daria uma chance sim. É muito legal!

06 dezembro 2014

A Namorada do Meu Amigo, Graciela Mayrink

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INFORMAÇÕES:
EDITORA: Novo Conceito
PÁGINAS: 334 páginas
AVALIAÇÃO: 4 de 5 estrelas (Ótimo)
COMPRE: na Livraria Travessa, no Submarino
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VOCÊ TROCARIA SEU AMIGO PELO AMOR DA SUA VIDA?
Antes de você achar que esse livro é totalmente clichê, espere um minutinho. Acho que esse é o ponto principal que pode nortear a sua decisão de ler ou não esse livro, e não vou negar que pensei exatamente assim antes de iniciar a leitura. Afinal, com um título desse a gente acha que já pode deduzir o começo, meio e principalmente o final dessa história, mas talvez não seja bem assim.

"A Namorada do meu Amigo" conta a história de três amigos desde a infância: Cadu, Caveira e Beto, além de uma garota que enchia o saco dos três, Juliana, ou Juju. Logo de antemão sabemos que Juliana está indo embora e, acompanhando tudo sob a perspectiva de Cadu, também tomamos ciência de que a única coisa que ele consegue sentir com a notícia é um grande alívio já que para ele (e seus amigos), a garotinha é muito chata. Anos depois, muita coisa muda e Cadu e seus amigos não tiveram mais notícias da Juju. Em mais um retorno das férias de verão, Cadu descobre que muita coisa aconteceu em sua rápida ausência. A Juju voltou e está muito mudada. Tão diferente que para ele fica difícil de acreditar que aquela garotinha da sua infância que ele achava tão insuportável, tenha se tornado uma mulher interessante, bonita e atraente. Não dá outra, Cadu acaba se apaixonando por Juliana quase instantaneamente! E isso não seria problema nenhum, caso ele não soubesse que Beto, um de seus melhores amigos, já a está namorando. E que, caso ele não queira estragar tudo entre a amizade deles, Cadu tem mais é que ficar longe de Juliana - para evitar problemas. Mas não que isso seja assim tão fácil.

Nunca havia lido nada até então da autora nacional Graciela Mayrink, e ler "A Namorada do meu Amigo" foi uma experiência, no geral, bem gratificante. Acredito que os diferenciais nesse livro não estão na sinopse ou na proposta do livro. Porque, é claro, se você ler a sinopse vai ficar com aquela sensação de que já ouviu falar em algo assim, bem desse tipo de amor proibido, em algum outro livro e/ou filme por aí. E é nesse ponto que posso dizer que Graciela Mayrink arriscou bastante em apostar numa história como essa. Mas isso não foi à toa. A autora certamente sabia como criar uma forma de prender a atenção do leitor até o fim do livro, mesmo com uma problemática tão simplória e comumente vista por aí.

Nesse livro, temos todos os fatos narrados por uma visão masculina – algo diferente do comum – e que a autora soube explorar bem! Já que a autora é mulher, seria muito fácil pender para a linha de raciocínio feminina. Sabe aquele lado mais emocional, menos racional, e tudo mais? Bem isso. Mas Graciela não se perdeu nisso e não descaracterizou o personagem.

A premissa da história pode não ser tão original, mas meus caros leitores, o desenvolvimento da história consegue prender muito a atenção. Acompanhamos o dia-a-dia de Cadu, as problemáticas normais da vida, os dilemas da faculdade, as excessivas festas (até demais às vezes) etc, etc, etc., de uma forma bem divertida e interessante. Eu que nem ia começar a ler esse livro e peguei para dar uma rápida folheada, consegui ter vontade e criei expectativas em continuar a ler a história pelo simples fato da escrita da autora ser bastante convincente e fluída. Em nenhum momento senti o desenrolar da trama tedioso e/ou chato.



É claro que tiveram muitas coisas que me fizeram torcer o nariz enquanto lia a história. Não concordei com a maioria das atitudes do personagem principal e isso me incomodou bastante. O fato de ele dizer que lutava contra esse sentimento de estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo, já que sabia e considerava tal fato como errado, mas na prática Cadu fugia completamente do que falava, me deixou bastante irritada em muitas partes da história e, sem dúvidas, não me fez torcer para que a situação se invertesse e Juju fizesse um casal com ele. Engraçado que o Beto, o tal namorado da Juju e amigo do Cadu foi outro personagem que não torci tanto para ele. O Beto era aquele tipo de pessoa que diz "faça o que eu digo, mas não o que eu faço", sabe? E a super proteção que ele nutria com as irmãs, mesmo que isso possa ser algo real, foi um tanto quanto incômoda e desnecessária. O Beto era chato, na maioria das vezes. Acredito que o mais divertidinho era o Caveira.

Pensando e pendendo para o lado pessoal da coisa toda (já que fica quase impossível falar sobre minha avaliação da história sem envolver minhas percepções pessoais) acho que passear por esse ponto de falar sobre traição em um livro e escolher de qual lado ficar, pode ser um tanto quanto complexo, já que envolve muito da percepção pessoal de cada pessoa, ou talvez dos valores de vida de cada um. Acredito que talvez esse tenha sido o maior motivo de eu não ter me agradado tanto da história. Eu não torci para que ele ficasse com a Juju e permaneço com meu ponto de vista HE-HE. Porém quanto a escrita da autora, e o fato de fazer conseguir me envolver muito com tudo que aconteceu MESMO reprovando as atitudes do principal, Graciela Mayrink se tornou uma das escritoras nacionais que realmente pretendo continuar acompanhando seus livros. Ela tem uma escrita realmente envolvente.